4 de junho de 2026

IGP-M sobe 0,52% em março com pressão de alimentos e petróleo

Alta no atacado e tensão no Oriente Médio impulsionam índice após queda em fevereiro; indicador da FGV acumula leve alta no ano
Foto de Gene Gallin na Unsplash

IGP-M subiu 0,52% em março após queda de 0,73% em fevereiro, segundo dados da FGV.
Alta foi puxada pelo IPA, com avanço de 0,61%, devido a produtos agropecuários e combustíveis.
IPC teve alta de 0,30% no varejo; INCC avançou 0,36%, com variações nos grupos de custos.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,52% em março, após registrar queda de 0,73% em fevereiro, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Com o resultado, o indicador acumula alta de 0,19% no ano e recuo de 1,83% em 12 meses, mantendo a inflação em patamar relativamente baixo no acumulado recente.

A aceleração no mês foi puxada principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que avançou 0,61%, impulsionado pela alta de matérias-primas brutas, especialmente produtos agropecuários como bovinos, ovos, leite, feijão e milho.

Segundo o economista Matheus Dias, o movimento reflete tanto pressões internas quanto fatores externos. “O IPA mantém-se sob forte influência da agropecuária, enquanto o agravamento do cenário geopolítico no Oriente Médio já se reflete nos preços de derivados de petróleo”, afirmou.

O subgrupo de combustíveis sinaliza uma mudança relevante de tendência: os produtos derivados de petróleo passaram de queda de 4,63% em fevereiro para alta de 1,16% em março, indicando reversão após meses de recuo.

Esse movimento ocorre em meio à escalada das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que tem elevado a percepção de risco sobre a oferta global de petróleo.

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) manteve alta de 0,30%, sendo que cinco das oito classes de despesa que compõem o índice apresentaram avanços

em suas taxas de variação: Alimentação (0,17% para 0,95%), Despesas Diversas (0,37% para 1,30%), Vestuário (-0,43% para 0,14%), Transportes (0,53% para 0,61%) e Comunicação (0,01% para 0,14%).

Em sentido oposto, os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,72% para -1,71%),

Habitação (0,33% para 0,28%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,12% para 0,08%) registraram recuo em suas taxas de variação.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,36%, com movimentos distintos em suas taxas de variação: a do grupo Materiais e Equipamentos recuou de 0,30% para 0,28%; a do grupo Serviços desacelerou de 0,36% para 0,24%; e a do grupo Mão de Obra aumentou de 0,39% para 0,47%.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados