22 de junho de 2026

Lula confirma Alckmin como candidato a vice na chapa de reeleição

Vice-presidente deixará o comando do MDIC para concorrer novamente ao cargo; ao menos 18 ministros devem deixar o governo
Crédito: Ricardo Stuckert/ PR

Lula confirmou Geraldo Alckmin como vice na chapa presidencial para as eleições de outubro de 2024.
Quatorze ministros deixarão seus cargos para disputar eleições; outros quatro devem anunciar saídas em breve.
Substitutos nos ministérios tendem a ser secretários-executivos para garantir continuidade das políticas públicas.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta terça-feira (31), que Geraldo Alckmin (PSB) estará novamente na chapa presidencial como candidato a vice-presidente nas eleições de outubro deste ano.

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O anúncio foi feito durante reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto e também marcou a saída formal de pelo menos 14 ministros do governo para que possam disputar o pleito. De acordo com Lula, outros quatro integrantes da equipe ministerial devem anunciar suas saídas nos próximos dias.

A legislação eleitoral brasileira exige que ocupantes de cargos no Executivo se afastem de suas funções até o dia 4 de abril — seis meses antes da eleição — para poderem concorrer. A medida visa impedir o uso da máquina pública em proveito eleitoral e garantir isonomia entre os candidatos, conforme previsto na Lei de Inelegibilidades. A regra não se aplica, no entanto, aos cargos de presidente e vice-presidente da República.

Por isso, Alckmin precisará deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), que chefia desde o início do governo.

“O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez”, declarou Lula durante o evento.

Reformulação da Esplanada

Para minimizar os impactos das mudanças no ministério, Lula sinalizou que a preferência é pela continuidade: em vários casos, os secretários-executivos das pastas devem assumir interinamente, garantindo a manutenção das políticas em curso.

No Ministério da Fazenda, por exemplo, a saída de Fernando Haddad — que deve disputar o governo de São Paulo — abriu espaço para Dario Durigan, que já ocupava o cargo de secretário-executivo desde o início da gestão. Durigan foi apresentado publicamente pelo presidente como novo titular da pasta.

Ainda assim, essa não é uma regra universal: em alguns ministérios, os substitutos podem ser outros nomes de confiança do governo, sem necessariamente virem do posto de secretário-executivo.

Ministros que devem deixar as pastas:

  • Fernando Haddad (PT), da Fazenda: deve disputar o governo de São Paulo;
  • Renan Filho (MDB), dos Transportes: deve disputar o governo de Alagoas;
  • Rui Costa (PT), da Casa Civil: deve disputar o Senado pela Bahia;
  • Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais: deve disputar o Senado pelo Paraná;
  • Simone Tebet (PSB), do Planejamento: deve disputar o Senado por São Paulo;
  • Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente: deve disputar o Senado por São Paulo;
  • André Fufuca (PP), do Esporte: deve disputar o Senado pelo Maranhão;
  • Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura: deve disputar o Senado por Mato Grosso;
  • Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional: deve disputar o Senado por Amapá;
  • Sílvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos: deve disputar a Câmara por Pernambuco;
  • Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário: deve disputar a Câmara por São Paulo;
  • Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial: deve disputar a Câmara pelo Rio de Janeiro;
  • Sônia Guajajara (Psol), dos Povos Indígenas: deve disputar a Câmara por São Paulo;
  • Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos: deve disputar a Câmara Legislativa de Minas Gerais
  • Camilo Santana (PT), da Educação: deve ajudar na campanha de 2026;
  • Márcio França (PSB), do Empreendedorismo: deve sair do governo mas ainda está indefinido se ajudará na campanha eleitoral ou se disputa o Senado por São Paulo;
  • Wolney Queiroz (PDT), da Previdência: deve sair do governo mas ainda está indefinido se ajudará na campanha eleitoral ou concorre a câmara federal por Pernambuco;
  • Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia: ainda está indefinido se concorre ao Senado por Minas Gerais ou continua no governo para contornar a crise dos combustíveis;
  • Luciana Santos (PCdoB), da Ciência e Tecnologia: ainda indefinido se deve sair do governo ou concorrer a algum cargo em Pernambuco;
  • Sidônio Palmeira, da Comunicação Social: deve ser exonerado não agora, mas no meio do ano, para ser o marqueteiro de Lula na campanha.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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