11 de junho de 2026

Exportações do Brasil crescem 7% no primeiro trimestre de 2026

Crescimento apresentado no período é sustentado por agro, indústria e mineração, mas cenário externo segue desafiador
Foto de Ian Taylor na Unsplash

Exportações brasileiras cresceram 7% no 1º trimestre de 2026, totalizando US$ 82,3 bi e superávit de US$ 14,2 bi.
Em março, exportações somaram US$ 31,6 bi e importações US$ 25,2 bi, com superávit de US$ 6,4 bi e comércio de US$ 56,8 bi.
Crescimento puxado por agropecuária, indústria extrativa e manufatura, com expansão em commodities e novos mercados na Ásia.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

As exportações brasileiras mantiveram ritmo de crescimento no início de 2026 e registraram alta de 7% no primeiro trimestre, reforçando a resiliência do setor externo mesmo diante de um cenário internacional ainda instável.

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Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), as exportações brasileiras somaram US$ 31,6 bilhões e as importações, US$ 25,2 bilhões, apresentando assim um superávit de US$ 6,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 56,8 bilhões apenas no mês de março.

Já de janeiro a março, as exportações totalizam US$ 82,3 bilhões e as importações, US$ 68,2 bilhões, com saldo positivo de US$ 14,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 150,5 bilhões.

O desempenho ocorre após um ano recorde: em 2025, o Brasil alcançou US$ 348,7 bilhões em exportações, o maior valor da série histórica, com expansão tanto em volume quanto em valor.

No primeiro trimestre de 2026, o crescimento foi puxado por setores estratégicos como agropecuária, indústria extrativa e manufatura — pilares tradicionais da pauta exportadora brasileira. Dados recentes indicam, por exemplo, forte avanço nas vendas de commodities como minério de ferro e petróleo, além de produtos agrícolas e bens industrializados.

Apesar do resultado positivo no acumulado do trimestre, o desempenho mensal mostra oscilações típicas de um cenário global ainda volátil. Em março, por exemplo, houve variações nas exportações em comparação ao ano anterior, refletindo fatores como preços internacionais, demanda externa e tensões geopolíticas.

Outro ponto relevante é a mudança na geografia do comércio exterior brasileiro. Enquanto mercados tradicionais seguem relevantes, o país tem ampliado sua presença em novas economias e fortalecido relações comerciais com parceiros estratégicos, especialmente na Ásia.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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