4 de junho de 2026

Repetição, por Izaías Almada

A repetição é um dos limites da inteligência, um vácuo cerebral que precisa ser preenchido antes que leve, para quem o possui, ao manicômio.
Reprodução

A repetição é vista como um sinal de falta de ideias e incapacidade de evitar a repetição de fatos nocivos.
Discursos políticos repetitivos, como os de Bolsonaro e Netanyahu, são citados como exemplos de falhas intelectuais.
O autor alerta para os riscos da repetição na política e geopolítica, especialmente com o retorno do fascismo e corrupção.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Repetição

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por Izaías Almada

A repetição é por demais cansativa em qualquer situação. Sempre!

Já sei, já sei! Aqueles engraçadinhos ali ao fundo começaram a rir e a cochichar e mandaram dizer que existem repetições que são simplesmente maravilhosas. Tenham um pouquinho de paciência, jovens, e deixem-me explicar…

Somada à falta de ideias, a repetição torna-se uma tormenta e mostra um cérebro incapaz de encontrar soluções para impedir que determinados fatos aconteçam e se repitam.

Ameaça, recua… Ameaça, recua… A repetição do sociopata norte americano, por exemplo, é cansativa. Ele não pensa, pois pensar exige um esforço cerebral que parece não existir naquela cabecinha cheia de vento.

Os discursos bolsonaristas são inegáveis demonstrações de repetições que não levam a absolutamente nada.

Netanyahu é outro genocidazinho que gosta de repetir Gaza, sempre que pode: tudo aquilo que seus antepassados sofreram e aprenderam com Hitler.

A repetição é um dos limites da inteligência, um vácuo cerebral que precisa ser preenchido antes que leve, para quem o possui, ao manicômio mais próximo.

Vou dar um delicioso exemplo dos anos 50. O famoso deputado Carlos Lacerda falava no congresso Nacional. A certa altura do discurso foi aparteado por um deputado de outro partido que, pedindo a palavra, disse que aquilo que ouvia de Lacerda entrava-lhe por um ouvido e saía pelo outro.

Homem de raciocínio rápido, Lacerda respondeu ao colega: “Impossível, excelência, o som não se propaga no vácuo!”   

Arrisco dizer que em política a repetição só se propaga no vácuo, pois o vácuo é o grande aliado de quem nada tem a dizer. Ou de quem não dá a mínima para o que acontece à sua volta. Não precisamos voltar muito no tempo. Fiquemos nesse primeiro quarto do século XXI onde o fascismo voltou à superfície…

Não bastou o que aconteceu no mundo entre 1939/1945? Vamos, mesmo em outras condições, repetir aquela tragédia? E a corrupção no Brasil? Ela se repetirá agora ainda mais sofisticada pela cultura da digitalização e das redes sociais?

A geopolítica perdeu o rumo… Cada país faz o que quer, mesmo ameaçado por quem tem maior poder em armas. Todos nós corremos com vendas nos olhos em direção ao precipício, onde as religiões trocaram a salvação da alma (seja lá o que isso signifique) pelos dólares, euros, bitcoins e outros “fundos de reservas”.

Vencendo vem Jesus? O que diz a atriz Luana Piovani?

Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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Izaias Almada

Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.

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