6 de junho de 2026

Guerra no Oriente Médio coloca economia global em risco, diz FMI

Conflito entre EUA/Israel e Irã pressiona inflação, energia e crescimento, com maior impacto sobre emergentes
Foto de Eric Prouzet na Unsplash

Guerra no Oriente Médio em 2026 gera incertezas para economia global, afetando crescimento, inflação e estabilidade financeira.
Crescimento global projetado em 3,1% para 2026 e inflação em 4,4%, com impacto maior em emergentes e importadores de commodities.
FMI alerta para riscos adicionais e defende políticas coordenadas para preservar estabilidade e fortalecer instituições.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A economia global voltou a enfrentar um cenário de forte incerteza após a eclosão da guerra no Oriente Médio no início de 2026. Segundo o Fundo Monetário Internacional, o conflito surge como um novo fator de pressão sobre crescimento, inflação e estabilidade financeira.

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Nos últimos meses, o cenário econômico vinha sendo sustentado por fatores positivos, como investimentos em tecnologia, condições financeiras mais favoráveis e políticas fiscais e monetárias de apoio, mas a escalada geopolítica passou a atuar como um contraponto relevante, especialmente por seu impacto nos mercados de commodities e nas expectativas de inflação.

Nesse cenário-base, o crescimento global deve atingir 3,1% em 2026 e 3,2% em 2027 — abaixo do ritmo recente e também da média histórica. Ao mesmo tempo, a inflação global tende a subir para 4,4% em 2026, recuando apenas parcialmente no ano seguinte.

Os efeitos, no entanto, não são homogêneos. Economias emergentes e países em desenvolvimento, especialmente os importadores de commodities, devem ser os mais afetados. Já as economias avançadas apresentam maior resiliência relativa.

O relatório World Economic Outlook também traça cenários mais pessimistas. Em caso de alta prolongada dos preços de energia, o crescimento global pode cair para 2,5%. Em uma situação mais severa, com danos à infraestrutura energética, a expansão econômica poderia recuar para cerca de 2%, enquanto a inflação superaria 6%.

Além dos riscos imediatos, o FMI aponta ameaças estruturais. Tensões geopolíticas adicionais, disputas comerciais, fragilidades fiscais e instabilidade política interna podem agravar o cenário. Há ainda incertezas sobre o impacto dos investimentos em inteligência artificial e o risco de correções nos mercados financeiros.

Por outro lado, avanços tecnológicos e reformas estruturais ainda podem sustentar o crescimento, caso se consolidem. Diante desse ambiente, o FMI defende um conjunto de políticas coordenadas para reforçar a resiliência econômica.

Entre as prioridades estão a preservação da estabilidade de preços, a sustentabilidade fiscal e o fortalecimento das instituições, especialmente a independência dos bancos centrais.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Rui Ribeiro

    15 de abril de 2026 10:24 am

    Os EUA criam o problema a fim de vender a solução.

    “Trump diz que China está feliz que ele está abrindo Ormuz: ‘Xi vai me dar um grande abraço’
    “A China está muito feliz porque estou abrindo permanentemente o Estreito de Ormuz. Estou fazendo isso por eles também — e pelo mundo”.

    Ora, se foi esse verme que causou o problema, ele tem que trazer a solução sem ganhar abraço de nenhum dos prejudicados.

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