10 de junho de 2026

Negociações entre EUA e Irã avançam, mas acordo ainda é incerto

Autoridades destacam progresso nas conversas, mas alertam para divisões internas e obstáculos
Imagem: Pixabay

EUA e Irã avançam nas negociações para encerrar o confronto, com mediação de Paquistão, Egito e Turquia.
Delegação paquistanesa liderada por Asim Munir chegou a Teerã para continuar as negociações antes do fim do cessar-fogo.
Pressão econômica dos EUA e bloqueio naval reduziram exportações de petróleo do Irã, impactando as tratativas em andamento.

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Os Estados Unidos e o Irã avançaram nas negociações em torno de um possível acordo que acabe com o confronto em andamento, embora existam algumas divergências relevantes.

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A mediação internacional — com participação de Paquistão, Egito e Turquia — tem sido central nas tratativas, que buscam um acordo antes do fim do cessar-fogo previsto para 21 de abril. Uma delegação paquistanesa liderada pelo comandante do Exército, Asim Munir, chegou a Teerã para dar continuidade às negociações.

Nos bastidores, a equipe do presidente Donald Trump, incluindo o vice-presidente J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o assessor Jared Kushner, manteve contatos intensos com negociadores iranianos e mediadores, trocando propostas e tentando reduzir as diferenças entre as partes.

Contudo, autoridades norte-americanas ouvidas pelo site Axios destacam que um acordo não está garantido, e um dos desafios é obter consenso dentro do próprio governo iraniano. Ainda assim, há sinais de otimismo cauteloso por parte dos negociadores.

A pressão econômica é um fator-chave nas negociações. Autoridades americanas afirmam que o bloqueio naval imposto pelos EUA reduziu drasticamente as exportações de petróleo do Irã, principal fonte de receita do país. Antes disso, o país exportava cerca de 1,5 milhão de barris por dia, gerando aproximadamente US$ 140 milhões diários.

Uma nova rodada de reuniões presenciais deve ocorrer nos próximos dias, embora ainda não haja data definida. Caso um acordo preliminar seja fechado, o cessar-fogo provavelmente precisará ser estendido para permitir a negociação de um tratado mais amplo e detalhado.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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