Os governos do Brasil e da Espanha fecharam uma série de acordos bilaterais durante encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o premiê espanhol Pedro Sánchez, ocorrido em Barcelona.
O principal destaque é o memorando de entendimento sobre minerais críticos — insumos considerados essenciais para a economia do século 21, especialmente na produção de baterias, energias renováveis e tecnologias digitais.
O acordo estabelece cooperação ao longo de toda a cadeia produtiva, incluindo pesquisa, exploração, refino, reciclagem e inovação. Nesse contexto, o Brasil busca ampliar sua inserção internacional sem abrir mão do controle sobre suas reservas.
O documento também destaca a importância de preservar a soberania nacional e o espaço de formulação de políticas públicas, ao mesmo tempo em que incentiva investimentos, intercâmbio técnico e práticas de mineração responsáveis, incluindo rastreabilidade, economia circular e descarbonização.
O memorando contempla ainda atração de investimentos, troca de conhecimentos e incentivo ao uso de tecnologias inovadoras, incluindo inteligência artificial aplicada à análise geológica e à gestão das cadeias de suprimentos.
Outros acordos
Além do eixo energético, os 15 atos assinados abrangem áreas como ciência, tecnologia, direitos humanos, cultura e infraestrutura. Um dos pontos centrais é o plano de cooperação em ciência e inovação para o período de 2026 a 2028, que inclui temas como mudanças climáticas, saúde e inteligência artificial.
Outro avanço relevante está na agenda social: Brasil e Espanha firmaram compromissos conjuntos para promoção da igualdade racial e combate à violência contra mulheres, incluindo medidas voltadas à proteção de imigrantes e ao intercâmbio de políticas públicas.
No campo econômico, o novo acordo de transporte aéreo e iniciativas para apoio a micro, pequenas e médias empresas buscam facilitar o fluxo de investimentos, turismo e comércio bilateral.
Por fim, os governos comprometeram-se a criar ecossistemas mais favoráveis para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). O acordo busca promover a integração dessas empresas no mercado global, facilitar financiamentos para projetos de exportação – especialmente com foco sustentável e digital – e apoiar joint ventures transfronteiriças.
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