4 de julho de 2026

O que se sabe sobre os tiros no jantar dos correspondentes da Casa Branca

O encontro reunia mais de 2 mil pessoas, entre jornalistas e autoridades do governo americano, quando tiros foram ouvidos do lado de fora do salão principal
Crédito: Reprodução/ Truth Social

Ataque a tiros interrompeu Jantar dos Correspondentes da Casa Branca em Washington; Trump e autoridades foram evacuados pelo Serviço Secreto.
Suspeito Cole Tomas Allen, 31, foi detido; um agente foi baleado e recebeu alta; nenhum civil ficou ferido no incidente.
FBI investiga motivação; Allen será acusado por uso de arma em crime violento e agressão a agente federal.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Um ataque a tiros interrompeu na noite de sábado (25) o tradicional Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, realizado no hotel Washington Hilton, em Washington D.C. O presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio foram evacuados às pressas pelo Serviço Secreto. O suspeito foi detido, um agente foi baleado, e posteriormente recebeu alta. Nenhum civil ficou ferido.

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O jantar reunia mais de 2 mil pessoas, entre jornalistas e autoridades do governo americano, quando tiros foram ouvidos do lado de fora do salão principal. Jornalistas da TV Globo, incluindo a correspondente Raquel Krähenbühl e o chefe do escritório de Nova York, Deni Navarro, estavam presentes.

Os convidados haviam acabado de começar a jantar quando os disparos interromperam o evento. Muitos se jogaram embaixo das mesas, enquanto agentes do Serviço Secreto fortemente armados entraram no salão e iniciaram a retirada das autoridades. Segundo a correspondente da BBC, alguns chegaram a montar barricadas com cadeiras.

“A gente estava ainda na salada quando ouvimos um barulho. Na hora, eu achei que tivesse sido um acidente, que uma mesa havia caído. Mas todo mundo começou a entrar debaixo das mesas”, relatou Raquel Krähenbühl.

Deni Navarro descreveu a cena de forma semelhante. “Eu ouvi tiros do lado de fora do salão de convenções, começou uma correria e todo mundo se jogou para debaixo da mesa. Em seguida, agentes entraram armados e tiraram o alto escalão do governo.”

Falhas na segurança

O esquema de segurança do evento foi considerado fraco por quem estava presente. Segundo Raquel Krähenbühl, não houve revista nem raio-x na entrada — os agentes checavam apenas os ingressos. A revista mais rigorosa existia apenas nos andares superiores, onde ficava o salão principal, e os tiros ocorreram antes desse bloqueio.

O autor do ataque foi identificado como Cole Tomas Allen, 31 anos, morador de Torrence, na Califórnia, e graduado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). Ele estava hospedado no próprio hotel e, segundo a polícia de Washington, chegou ao andar do evento pelo elevador. Portava uma espingarda, uma pistola e diversas facas.

Um vídeo de câmera de segurança divulgado por Trump mostrou Allen correndo em alta velocidade em direção ao salão do jantar, mas ele foi derrubado por agentes do Serviço Secreto e preso ainda do lado de fora, antes de conseguir entrar.

Houve troca de tiros, e um agente foi atingido no colete à prova de balas, ele recebeu alta do hospital ainda neste domingo. O chefe de comunicações do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, afirmou que o equipamento “ajudou a evitar uma possível tragédia”.

O FBI iniciou buscas na madrugada na residência de Allen em Torrence. As autoridades acreditam que ele agiu sozinho. Segundo a CBS News, com base em duas fontes sob anonimato, Allen teria admitido aos agentes após ser preso que pretendia atirar em integrantes do governo Trump, embora não tenha sido especificado quais alvos.

Allen comparecerá a um tribunal federal na segunda-feira (27), onde será formalmente acusado de dois crimes: uso de arma de fogo durante a prática de um crime violento e agressão a um agente federal com arma perigosa, segundo a procuradora Jeanine Pirro.

Trump

Em coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump descreveu o incidente como “inesperado” e “traumático”, dizendo ter achado inicialmente que o barulho dos tiros era uma bandeja caindo. Elogiou a rapidez do Serviço Secreto e chamou Allen de “lobo solitário e pessoa muito doente”.

O presidente disse não saber ao certo se o ataque teve motivações políticas, mas afirmou acreditar ser o alvo, lembrando que já sofreu duas tentativas de assassinato anteriores, em Butler (Pensilvânia) e Palm Beach (Flórida). “Ser presidente é uma profissão perigosa”, declarou.

Trump também fez um apelo pela paz. “Peço que as pessoas olhem para os seus corações e resolvam suas diferenças em paz. Temos republicanos, democratas, independentes… essas palavras são muito intercambiáveis.”

O evento foi suspenso e remarcado para até 30 dias após a data original, a despeito de pedidos do próprio Trump para que fosse retomado naquela noite.

*Com informações do g1 e CNN.

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1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    26 de abril de 2026 10:00 am

    Os líderes mundiais não condenaram o bombadeio mas condenaram tiros perto de evento em que Trumpstein participava. Seletividade

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