21 de maio de 2026

Trump cancela ida ao Paquistão e diálogo com o Irã entra em colapso

Presidente dos EUA recua após Teerã se recusar a negociar diretamente com enviados; Washington cita desordem no regime rival
The White House - Flickr

▸ Trump cancelou viagem diplomática a Islamabad para negociações com Irã, após recusa iraniana em diálogo direto.

▸ Chanceler iraniano entregou proposta de paz no Paquistão, mas rejeitou sentar com enviados dos EUA.

▸ Paquistão tenta mediar, mas impasse suspende diálogo direto; cessar-fogo vigente mantém estabilidade regional.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

As perspectivas de uma resolução diplomática para o conflito no Oriente Médio sofreram um duro revés neste sábado (25). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o cancelamento da viagem de sua delegação oficial a Islamabad, no Paquistão, onde ocorreria a segunda rodada de negociações diretas com representantes do Irã. A decisão desfaz o otimismo moderado que cercava a retomada do diálogo e aprofunda o isolamento entre as potências.

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O recuo da Casa Branca ocorreu em resposta à postura do chanceler iraniano, Abbas Aragchi. Embora tenha viajado à capital paquistanesa para apresentar as exigências de Teerã aos mediadores locais, o diplomata recusou-se a sentar à mesa com os enviados norte-americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner.

Aragchi limitou-se a entregar a proposta de paz aos paquistaneses e deixou o país logo em seguida, alegando que o Irã não aceitaria “exigências maximalistas”.

A retórica de Washington

Em sua rede social, Truth Social, Trump justificou a suspensão da missão diplomática alegando que o governo iraniano atravessa um momento de desarticulação interna. “Eu acabei de cancelar a viagem de meus representantes a Islamabad para se encontrar com os iranianos. Muito tempo perdido em viagem, e (temos) muito trabalho!”, escreveu o presidente.

Ele subiu o tom ao questionar a legitimidade da interlocução iraniana. “Além disso, há uma briga interna e confusão tremendas na ‘liderança’ do Irã. Ninguém sabe quem está no comando, inclusive eles mesmos. Também, nós temos todas as cartas na mesa, eles não têm nenhuma! Se eles quiserem conversar, têm de telefonar!”.

Em entrevista à Fox News, o republicano reforçou que não permitiria que sua equipe fizesse um “voo de 18 horas” para discutir o que classificou como “nada“.

Impasse e mediação

A movimentação de sábado contrasta com o clima da véspera, quando a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, mencionava “avanços” e o próprio Trump expressava confiança de que a proposta iraniana poderia atender aos interesses americanos. O cancelamento agora devolve a relação ao estágio de hostilidade anterior à primeira rodada de conversas, ocorrida há três semanas.

Do lado iraniano, Aragchi utilizou os canais oficiais para questionar o comprometimento de Washington com a paz. “Ainda temos de ver se os EUA são sérios em relação à sua diplomacia“, afirmou o chanceler após a visita que classificou como “frutífera” junto às autoridades paquistanesas.

O governo do Paquistão, sob a liderança do primeiro-ministro Shehbaz Sharif e do marechal Asim Munir, segue tentando atuar como ponte entre as partes. Contudo, o esvaziamento da agenda em Islamabad sinaliza que o diálogo direto, considerado essencial para um cessar-fogo duradouro no Oriente Médio, está suspenso por tempo indeterminado.

Por ora, o cessar-fogo vigente, prorrogado por Trump na última terça-feira, é o único fio que mantém a estabilidade precária na região.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Fabio de Oliveira Ribeiro

    25 de abril de 2026 4:34 pm

    Well, well, well… O valente Donald Trump tem medo de ir ao Paquistão porque ele será humilhado pelos iranianos lá. Mas talvez ele esteja com medo de algo pior. É evidente que uma facção de militares americanos quer que ele desapareça num acidente aéreo, como aconteceu com Humberto de Alencar Castelo Branco no Brasil em 18 de julho de 1967.

  2. Carlos

    26 de abril de 2026 1:09 am

    O valente senhor da guerra, o exterminador de civilizações, saiu correndo de evento após episódio de tiros do lado de fora.
    Deve estar se cagando até agora.
    São um bando de covardes!

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