10 de junho de 2026

Trump ataca Alemanha e amplia racha com Europa em meio à guerra contra o Irã

Relação entre EUA e Alemanha se deteriora após críticas do presidente norte-americano a Friedrich Merz e ameaça de retirada de tropas
Donald Trump por Gage Skidmore - Flickr

A escalada de tensões entre os Estados Unidos e a Alemanha expôs um novo racha dentro da aliança ocidental, em meio à guerra contra o Irã. O presidente Donald Trump voltou a atacar publicamente o chanceler alemão Friedrich Merz, aprofundando o desgaste diplomático entre dois dos principais pilares da OTAN.

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Em declarações recentes, Trump criticou Merz por questionar a estratégia americana no conflito e sugeriu que o líder alemão deveria focar em problemas internos da Europa, como imigração, energia e a guerra entre Rússia e Ucrânia.

O presidente dos EUA também defendeu a ofensiva contra o Irã, afirmando que a ação estaria “tornando o mundo mais seguro”, apesar do impacto imediato no aumento dos preços globais de energia.

Segundo a Al Jazeera, o embate evidencia um problema maior: a decisão de Washington de avançar na guerra ao lado de Israel sem consulta prévia a aliados europeus. O episódio gerou desconforto em capitais do continente e levanta dúvidas sobre a coesão da OTAN em um momento de instabilidade global.

A crise ganhou novos contornos quando Trump indicou que pode reduzir o número de tropas americanas estacionadas na Alemanha — movimento que afetaria diretamente a arquitetura de segurança europeia. O país abriga uma das principais bases militares dos EUA fora de seu território e funciona como eixo logístico da presença americana no continente.

Berlim reagiu com cautela. O governo alemão afirmou estar “preparado” para uma eventual redução de tropas, ao mesmo tempo em que reforçou o compromisso com a OTAN e a parceria transatlântica. A resposta sinaliza uma tentativa de conter danos diplomáticos, após declarações de Merz que foram interpretadas como críticas diretas à condução da guerra.

O chanceler alemão havia alertado para os riscos de envolvimento prolongado no conflito, citando experiências como Afeganistão e Iraque. Também sugeriu que o Irã tem conseguido impor condições nas negociações, expondo fragilidades da estratégia americana — comentário que provocou reação imediata da Casa Branca.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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