10 de junho de 2026

UE cobra EUA por quebra de acordo e tensão comercial volta a escalar

Bruxelas exige retorno imediato ao teto de 15%, enquanto Trump pressiona por novas taxas e expõe fragilidade do pacto transatlântico
Foto: Ralphs_Fotos via Pixabay

UE cobra dos EUA cumprimento de acordo que limita tarifas a 15% sobre produtos europeus, após rompimento do teto.
Presidente da Comissão Europeia alerta que EUA não podem elevar tarifas unilateralmente e sinaliza retaliação.
Parlamento Europeu discute salvaguardas e cláusula de validade para o acordo, com divergências entre países membros.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

A relação comercial entre União Europeia e Estados Unidos voltou a entrar em zona de atrito — e o motivo é o descumprimento de um acordo firmado há menos de um ano.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Nesta terça-feira, o comissário europeu de Comércio, Maroš Šefčovič, cobrou publicamente que Washington retorne “rapidamente” aos termos pactuados com Bruxelas, que estabelecem um teto de 15% para tarifas sobre produtos europeus. O pedido foi feito após uma reunião com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em Paris.

O acordo, fechado em 2025 na Escócia, previa um limite claro: as tarifas americanas sobre bens da UE não poderiam ultrapassar 15% no total. Na prática, porém, esse teto já foi rompido.

Hoje, os EUA aplicam uma tarifa base de 10% sobre produtos europeus — que se soma a encargos anteriores. Em alguns casos, como exportações de queijo, a carga total chega a 30%, o dobro do limite acordado.

A situação se agravou após o presidente Donald Trump ameaçar elevar para 25% as tarifas sobre carros europeus, um dos setores mais sensíveis da relação comercial entre os dois blocos.

“Um acordo é um acordo”

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reagiu de forma direta à ameaça.

Segundo ela, os EUA estão vinculados ao acordo e não podem elevar tarifas unilateralmente. “Um acordo é um acordo”, afirmou, destacando que o pacto foi construído com base em previsibilidade e confiança.

Von der Leyen também indicou que o bloco está preparado para responder caso Washington avance com novas medidas, sinalizando a possibilidade de retaliação comercial.

Enquanto cobra cumprimento dos EUA, a União Europeia enfrenta suas próprias tensões internas.

O Parlamento Europeu discute a implementação do acordo, especialmente a parte que prevê zerar tarifas sobre produtos industriais americanos. Deputados europeus querem incluir salvaguardas que condicionem esses cortes ao cumprimento das obrigações pelos EUA.

Além disso, há pressão por uma “cláusula de validade” que encerraria automaticamente o acordo em 2028, caso não seja renovado.

Países como França apoiam essas restrições, enquanto Alemanha e outros membros defendem manter o texto original negociado com Washington.

(com Euronews)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados