A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) confirmou, por meio da Nota Pública Nº 02/2026, que a investigação sobre a morte de Juscelino Kubitschek entrou em fase final. O relatório, relatado pela historiadora Maria Cecília Adão, conclui que o ex-presidente foi assassinado pela ditadura militar em 1976. A votação do parecer pelo colegiado foi adiada para que o conteúdo seja apresentado primeiro aos familiares, garantindo o rito ético de reparação.
O rito da decisão
A instrução do caso resultou em um dossiê técnico com mais de 5 mil páginas de evidências. O material foi submetido à apreciação do pleno da Comissão em abril de 2026, porém, a votação que oficializa a mudança da causa da morte foi adiada por decisão estratégica. A CEMDP estabeleceu que a conclusão da deliberação ocorrerá apenas após o contato prévio com os familiares de JK e de seu motorista, Geraldo Ribeiro, assegurando que o Estado respeite o protagonismo das vítimas no processo.
O objetivo é garantir que o Estado não volte a ser autoritário na imposição de versões, tratando o acolhimento aos familiares como parte central do processo de reparação. A Comissão ressaltou que o dossiê se apoia em um robusto conjunto de provas, incluindo o inquérito do Ministério Público Federal de 2013 e novas perícias técnicas que agora são consolidadas como peça de acusação contra o regime militar.
Atentado político e a farsa oficial
A nova investigação desarticula a narrativa montada pela ditadura na Via Dutra. Diferente do que foi sustentado por décadas, os elementos atuais apontam para um assassinato planejado, possivelmente sob a égide da Operação Condor. Perícias recentes, que descartam a colisão com um ônibus como causa da perda de controle do Opala, reforçam a suspeita de sabotagem ou ação externa contra o ex-presidente.
Para a CEMDP, não se trata apenas de rever um fato isolado, mas de corrigir uma omissão histórica. A reabertura do caso foi impulsionada por pedidos de Gilberto Natalini e Ivo Patarra, protocolados logo após a reinstalação do órgão, sinalizando uma mudança de postura no governo federal em relação aos crimes do passado.
Transparência e arquivos ocultos
Essa ofensiva da CEMDP pelo caso JK ocorre em paralelo a outra frente de batalha: a transparência dos arquivos militares. Na última semana, a Comissão já havia denunciado a permanência de documentos da repressão em mãos de entes privados – o chamado “segredo de família” de ex-agentes. Com a campanha “Arquivos da Memória: Onde Estão?”, o colegiado busca resgatar registros que as Forças Armadas alegam ter destruído.
O posicionamento ocorre após reportagens da série “Bandidos de Farda”, que revela materiais inéditos sobre a estrutura da repressão e casos de violência, incluindo tortura e estupro. O jornalista Chico Otávio detalhou, em entrevista ao Jornal GGN, os bastidores do trabalho. Assista abaixo:
Veritas
9 de maio de 2026 8:29 amOs trabalhos da CEMDP não abrangem temporalmente o assassinato do Presidente Vargas. Contudo, dada a relevância histórica deste crime, as ligações entre o assassinato de JK e de Vargas, aliados políticos, nacional desenvolvimentistas, fundadores da Petrobrás e da Vale do Rio Doce, o que não interessava aos organizadores da Operação Condor e,sobretudo, devido aos fortes indícios de que Vargas não cometeu suicídio, mas foi assassinado, sugiro que o decreto que criou a CEMDP deva ser reeditado para abranger também a investigação da morte de Vargas. Vamos aos fortes indîcios do assassinato deste importante líder brasileiro.1) O pequeno tamanho da mancha de sangue na altura do peito no pijama usado por Vargas no momento de sua morte indica que ele estava relaxado, dormindo calmamente e com a pressão baixa. Suicidas estão nervosos, com a pressão alta, produzem uma mancha de sangue do tamanho de uma laranja quando dão um tiro no coração. 2) A família de Vargas recebeu pensão previdenciária justamente porque advogados contratados afirmaram que não foi suicídio, mas assassinato. Suicidas não dão direito à pensão. 3) Virgínia Lane, que estava ao lado de Vargas no momento da trágica morte, declarou em depoimento radiofônico que viu um homem encapuzado entrar no quarto e dar um tiro no ex-presidente. Ela correu e,com medo de ser também assassinada,pulou pela janela do quarto no segundo andar do palácio do Catete. Assim, quebrou o perônio e foi atendida em um hospital do Rio de Janeiro.Esta investigação proposta ajudará a esclarecer o crime e as circunstâncias geopolíticas que ainda hoje o Brasil se insere e aproveitará toda a expertise acumulada na investigação da morte de JK, que acolheu Vargas no Palácio da Liberdade no momento em que este estava sendo injustamente acusado pela mídia de ser o mandante do atentado da rua toneleiros, início do golpe que levou ao fim do governo Vargas.
Jair Soares
9 de maio de 2026 8:47 amAssim como JK, Zuzu Angel perdeu a visão num suposto “acidente”… Os agentes da ditadura foram mais sofisticados no caso do Jango…