A decisão da União Europeia de restringir importações de produtos de origem animal do Brasil a partir de setembro provocou reação imediata do governo federal e ampliou a tensão comercial entre Brasília e Bruxelas em meio à implementação do acordo Mercosul-UE.
Segundo reportagem publicada pela Euronews, um comitê da UE formado por especialistas dos Estados-membros votou ra para proibir as importações de carne brasileira a partir de 3 de setembro devido ao uso de antimicrobianos para estimular o crescimento animal.
A medida deve atingir especialmente exportações brasileiras de carne bovina e outros produtos de origem animal. Uma fonte com conhecimento do assunto destacou que a votação foi unânime, e torna o Brasil o primeiro país a ser removido da lista de Estados que cumprem as restrições da UE ao uso de antimicrobianos em animais.
A Comissão Europeia tem afirmado consistentemente que as normas da UE sobre segurança alimentar continuarão a ser aplicadas aos produtos agrícolas importados da América Latina após a entrada em vigor do acordo.
Em resposta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a iniciativa como unilateral e discriminatória. Em nota divulgada nesta terça-feira (12), o Executivo afirmou que a decisão europeia representa uma violação dos compromissos comerciais assumidos nas negociações internacionais e pode criar barreiras indevidas ao comércio brasileiro.
O governo brasileiro argumenta que o país possui um dos sistemas sanitários e de rastreabilidade agropecuária mais rigorosos do mundo e acusa a Europa de utilizar critérios ambientais como instrumento protecionista.
“O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia já tem reunião agendada para amanhã (13/5) com as autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a decisão”, destaca o Ministério da Agricultura, em nota oficial.
“O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos”.
AMBAR
13 de maio de 2026 1:22 amO lado bom é que a produção excedente se voltará para o consumo interno em véspera de eleições e então o brasileiro terá a prometida picanha bem baratinha no prato.