6 de junho de 2026

FUP critica subsídio aos combustíveis anunciado pelo governo

Sindicato afirma que governo transfere renda da sociedade ao setor privado ao compensar alta dos combustíveis sem exigir contrapartida
Foto de Engin Akyurt via pexels.com

Governo federal anuncia medida provisória para reduzir impacto da alta dos combustíveis no mercado interno.
FUP critica renúncia fiscal do governo enquanto Petrobras amplia receitas com valorização do petróleo.
Entidade defende uso dos recursos para estabilizar preços e recomprar ativos privatizados do setor energético.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A medida provisória anunciada pelo governo federal para reduzir os impactos da alta dos combustíveis no mercado interno foi alvo de críticas da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

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Em nota, a entidade afirma que o governo abre mão de arrecadação pública para compensar reajustes nos combustíveis enquanto a Petrobras amplia receitas com a valorização do petróleo no mercado internacional – e transfere renda da sociedade para acionistas privados.

Para a coordenadora-geral da entidade, Cibele Vieira, os recursos obtidos com a alta do barril deveriam ser utilizados para estabilizar os preços domésticos dos derivados e fortalecer a estrutura estatal do setor energético brasileiro.

De acordo com a dirigente, a Petrobras e o governo arrecadam mais em períodos de valorização do petróleo, o que permitiria amortecer os impactos sobre diesel, gasolina e gás de cozinha no mercado interno. A FUP também defende que os recursos sejam direcionados à recompra de ativos privatizados, como refinarias e distribuidoras.

Outro ponto levantado é a participação da União nos dividendos distribuídos pela estatal: segundo a FUP, o governo federal recebe apenas 36% dos dividendos da Petrobras, enquanto parte desses recursos ainda seria utilizada para compensar a redução de impostos sobre combustíveis.

Na avaliação da entidade, a estratégia atual difere das medidas adotadas anteriormente pelo governo para conter os impactos da crise internacional do petróleo. Em março, o Executivo zerou PIS e Cofins sobre o diesel para reduzir a pressão inflacionária causada pelas oscilações do petróleo no mercado global.

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