10 de junho de 2026

Epstein teria acusado colega de cela de agressão antes de ser encontrado morto, revela The Guardian

The Guardian lança novo capítulo sobre as teorias da conspiração de que o traficante sexual Jeffrey Epstein não teria cometido suicídio

Nicholas Tartaglione, companheiro de cela de Epstein, é acusado de quatro assassinatos ligados a cartel de drogas nos EUA.
Epstein teria deixado bilhete confirmando intenção suicida, contestando teorias de conspiração sobre sua morte.
Novos documentos revelam falhas na prisão e lesões no corpo de Epstein, reabrindo debate sobre sua morte em 2019.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O jornal The Guardian trouxe nesta segunda (18) um novo capítulo sobre as teorias da conspiração de que o traficante sexual Jeffrey Epstein não teria cometido suicídio, mas sido executado dentro da prisão onde aguardava julgamento pelas denúncias que abalaram o poder nos Estados Unidos. Sob o título “O estranho caso de Nicholas Tartaglione, companheiro de cela de Epstein e assassino de quatro pessoas”, a reportagem do Guardian narra a história de um preso acusado de integrar um cartel de drogas e que dividiu cela com Epstein, que teria o denunciado por agressão no local, mas se retratado pouco antes de ser encontrado morto.

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Tartaglione foi um fisiculturista que exercia atividades policiais “irregularmente”, na visão do The Guardian. Ele foi acusado nos EUA por supostamente ter participado da execução de quatro homens que deviam cerca de 250 mil dólares ao cartel de drogas integrado por Tartaglione. A defesa dele, porém, recorre da pena de prisão perpétua alegando que não há provas cabais de sua participação nos assassinados brutais (um dos homens foi enforcado com uma braçadeira de plástico, enquanto os outros três, que eram amigos e familiares, foram executados com um tiro na testa).

O The Guardian afirma que poucos dias após Epstein ter sido encontrado morto em sua cela, teorias de que ele havia sido, na verdade, executado, começaram a aparecer. E foi então que Tartaglione teria encontrado, dentro de um livro de uso pessoal, um bilhete que supostamente confirmaria os planos suicidas de Epstein. No bilhete, o magnata teria se queixado de ser acusado sem provas, de ter a reputação aniquilada e não possuir mais perspectiva do que fazer. O bilhete foi entregue à defesa de Tartaglione, que afirma que é uma prova de que Epstein tirou a própria vida e de que teorias da conspiração sobre seu assassinato são irreais.

A testemunha viva

Em entrevista exclusiva ao GGN, o fundador da Empiricus, Marcos Elias, que esteve preso no mesmo complexo penitenciário que Epstein, em Manhattan, disse ao jornalista Luís Nassif que acredita que a morte de Epstein tenha sido “queima de arquivo”. Elias afirmou que viveu pessoalmente essa experiência e que foi o próprio Epstein quem o orientou a se declarar suicida para ser transferido para a cela especial, não como tentativa de tirar a própria vida, mas como estratégia para conseguir descansar. Isso porque ambos dormiam em um beliche, e o financista não gostava de ser incomodado com qualquer barulho enquanto dormia.

Durante a entrevista para o canal TV GGN no Youtube, Marcos Elias caracterizou Epstein como sereno, articulado e sem sinais compatíveis com um perfil de risco suicida. “Ele era tranquilíssimo, sereno, calmo, magnético. Um cara inteligente, com um tom de voz envolvente, absolutamente longe de qualquer perfil suicida. Zero. Nada.”

Segundo ele, após ouvir detalhes de seu relato sobre o funcionamento do suicide watch, Epstein demonstrou interesse no sistema e, pouco tempo depois, foi visto sendo levado para o mesmo regime.

“Eu expliquei exatamente como funcionava. Depois disso, um dia a gente viu a movimentação dos officers levando ele pro suicidal watch. Na prisão todo mundo sabe de tudo. Quando alguém vai pra lá, todo mundo fica sabendo“. E Epstein não retornou. “Ele foi levado pro suicidal watch e de lá não voltou. E aí vem a pergunta central: como ele conseguiu se suicidar lá? Eu não tenho a menor ideia. Pra mim, foi queima de arquivo total.”

As controvérsias sobre a morte de Epstein

A divulgação de novos documentos oficiais pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso Epstein trouxe novamente à tona as controvérsias em torno da morte do financista acusado de pedofilia, encontrado morto em sua cela em 2019, no Centro Correcional Metropolitano (MCC), em Nova York. Embora o episódio tenha sido oficialmente classificado como suicídio, o material agora tornado público reabre o debate e lança dúvidas sobre a versão institucional dos fatos.

Entre os arquivos estão mais de 20 fotografias inéditas do corpo de Epstein, relatórios internos, documentos da autópsia e registros do FBI. As imagens mostram o financista sem camisa, vestido apenas com o uniforme laranja de presidiário, com a mandíbula amarrada e sinais visíveis de lesões no pescoço. Algumas fotos registram tentativas de reanimação, com paramédicos pressionando seu tórax, já em ambiente hospitalar. As informações foram publicadas em reportagem do jornal O Globo.

Os documentos também incluem exames que indicam fraturas na cartilagem tireoide do pescoço, além de relatórios psicológicos produzidos nos dias anteriores à morte. Parte do material revela que Epstein havia sido colocado sob vigilância especial após uma tentativa de suicídio em julho de 2019, mas, semanas depois, foi retirado do protocolo de prevenção.

Os registros mostram ainda uma sequência de falhas no sistema prisional. O companheiro de cela foi retirado um dia antes da morte, as rondas noturnas obrigatórias não foram realizadas e o sistema de câmeras da unidade estava inoperante. O corpo de Epstein foi encontrado durante uma ronda matinal, horas depois do período em que ele deveria estar sob monitoramento constante.

A liberação desses documentos, incluindo versões integrais e editadas de relatórios do FBI, reforça a percepção de inconsistências institucionais que cercam o caso desde 2019, e alimenta, até hoje, a desconfiança pública em relação à narrativa de suicídio.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    18 de maio de 2026 12:35 pm

    Adriano da Nóbrega foi morto gratuitamente, a fim de não complicar a Familícia Bostonara, o Bebianno “morreu” do nada, o Epstein foi “suicidado”, o Vladimir Herzog também. O Vorcaro corre sério risco de ser suicidado na prisão ainda que o Flávio Bostonaro tenha afirmado para ele: “Estou e sempre estarei contigo”.
    Arquivo bom é arquivo morto.

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