26 de junho de 2026

Rioprevidência: PF aponta troca na cúpula do fundo antes de bilhões irem ao Master

Entre 2023 e 2025, o Rioprevidência aplicou cerca de R$ 3,69 bilhões em fundos ligados ao Master, banco que já enfrentava sérias dificuldades de liquidez no período

Ex-governador Cláudio Castro trocou diretoria do Rioprevidência antes de R$ 3,7 bi serem investidos no Banco Master.
STF autorizou buscas na operação “Compliance Zero” após análise do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
PF aponta que investimentos irregulares foram possíveis por alinhamento político e desrespeito a normas previdenciárias.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Polícia Federal revelou ao Supremo Tribunal Federal que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) trocou a diretoria do Rioprevidência pouco antes de o fundo estadual despejar R$ 3,7 bilhões no Banco Master, e que essa mudança teria sido justamente o que abriu caminho para os investimentos irregulares.

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A revelação consta de decisão do ministro André Mendonça, que autorizou buscas e apreensões contra Castro, dirigentes do fundo, operadores financeiros e empresas envolvidas no esquema. A operação, batizada de “Compliance Zero”, partiu da análise do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Entre outubro de 2023 e outubro de 2025, o Rioprevidência aplicou cerca de R$ 3,69 bilhões em Letras Financeiras e fundos estruturados ligados ao Master, banco que, segundo os investigadores, já enfrentava sérias dificuldades de liquidez no período. Para a PF, os repasses só foram possíveis graças a um “alinhamento político” com o então chefe do Executivo fluminense.

Troca de comando

A investigação identificou que a renovação na diretoria do Rioprevidência aconteceu imediatamente antes do início dos aportes. Os novos gestores teriam abandonado a política conservadora que o fundo adotava até então, acelerando o credenciamento do Master e liberando aplicações sem qualquer análise técnica consistente de risco.

Entre os alvos das buscas estão o ex-diretor-presidente da autarquia, Deivis Marcon Antunes; o diretor de investimentos, Eucherio Lerner Rodrigues; o gerente de operações, Pedro Pinheiro Guerra Leal; e a gerente de controle interno, Fernanda Pereira da Silva Machado. A PF afirma que todos autorizaram operações em desacordo com normas previdenciárias e ignoraram alertas de órgãos de controle.

Vorcaro

As mensagens encontradas no celular de Vorcaro teriam mostrado encontros frequentes entre ele e Castro, inclusive viagens ao exterior custeadas pelo ex-banqueiro. Os investigadores entendem que as conversas confirmam que determinados investimentos estavam condicionados ao aval político do governador.

A Planner Corretora de Valores e a empresa Mídias Promotora Ltda. também foram citadas como intermediárias nas operações e na distribuição de comissões pela captação dos recursos.

STF

Ao autorizar as medidas, André Mendonça afirmou que o caso apresenta um “conjunto robusto de elementos indiciários” de corrupção e lavagem de dinheiro. A Procuradoria-Geral da República apoiou os pedidos, apontando indícios de que os investigados podem ter integrado uma organização criminosa voltada ao desvio de recursos previdenciários por meio de aplicações consideradas temerária e sem justificativa técnica.

A defesa de Cláudio Castro não havia se manifestado até o fechamento desta reportagem.

*Com informações da CNN.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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