19 de junho de 2026

IA: o modelo norte-americano e o modelo chinês, por Tarson Núñez

Enquanto nos EUA as Big Tech comandam a estratégia do setor, com financiamento do governo, na China é o governo que comanda o processo
Reprodução

Estados Unidos e China adotam modelos distintos na implementação da IA, com empresas privadas e governo liderando, respectivamente.
Nos EUA, IA é mercadoria com código fechado; na China, é infraestrutura acessível e de código aberto para desenvolvimento nacional.
Impactos sociais e ambientais da IA são tratados de forma diferente, com China focando em regulação e mitigação dos efeitos negativos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Inteligência Artificial: o modelo norte-americano e o modelo chinês

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por Tarson Núñez

Introdução

            O desenvolvimento da chamada Inteligência Artificial (IA) representa uma transformação de grande impacto sobre o conjunto da economia mundial. As perspectivas abertas por esta nova tecnologia tendem a resultar em mudanças profundas que precisam ser bem compreendidas na medida em que seus efeitos irão muito além da tecnologia e da economia, transformando também a sociedade, a cultura e a política. A IA representa a nova fronteira da tecnologia, e a sua implementação generalizada vai impactar de forma decisiva o desenvolvimento econômico em escala global. Compreender a dimensão destas transformações é fundamental para implementar estratégias políticas realmente capazes de dar conta dos desafios que se colocam para o Brasil na conjuntura atual.

            Não se pode hoje fazer qualquer debate acerca de estratégias de desenvolvimento ou de transformações sociais sem incluir neste debate os profundos impactos gerados pelas mudanças tecnológicas contemporâneas. Compreender o papel que a difusão da aplicação de IA nos processos produtivos terá nos próximos anos é uma condição para ser capaz de pensar alternativas políticas para o futuro. Neste campo, um dos debates fundamentais se concentra em como e para que os instrumentos de IA vem sendo implementados nos diferentes contextos nacionais. E, no âmbito deste debate, conhecer os diferentes modelos e estratégias é fundamental.

            Por conta disso este artigo concentra a atenção nos distintos modelos de implementação da IA pelo mundo, que expressam distintos projetos tecnológicos e políticos. Os dois países que lideram o processo são os Estados Unidos e a China. Em cada um deles, no entanto, o processo de incorporação dessas novas tecnologias vem sendo conduzido de maneira distinta. Analisar as diferenças entre estes dois modelos de adoção da IA nos ajuda a pensar acerca dos princípios e diretrizes que devemos adotar de maneira a posicionar nosso país nesta nova corrida tecnológica.

            A trajetória das tecnologias que levaram ao desenvolvimento recente da IA já tem mais de 50 anos, no entanto foi apenas na última década que este processo ganhou escala e velocidade. Nos Estados Unidos este processo teve como o seu grande marco o desenvolvimento do ChatGpt, por parte da Open AI, inicialmente uma fundação sem fins lucrativos que logo foi transformada em empresa privada. Em seguida todas as Big Techs seguiram pelo mesmo caminho, com o Google lançando o Gemini, a Tesla com o Grok, a Microsoft com o CoPilot e a Amazon com o Sagemaker e o Bedrock. Hoje assistimos na América do Norte uma corrida entre estas empresas (e outras menores) pela liderança do mercado de IA, ao mesmo tempo em que se assiste a uma enorme valorização destas empresas no mercado de capitais. Seu tamanho e visibilidade, assim como a perspectiva de que essas empresas irão gerar muito lucro no futuro, estão gerando uma corrida de compra de ações destas companhias.

            Já na China a disseminação da IA responde a uma lógica nitidamente distinta. Enquanto nos EUA as Big Tech comandam a estratégia do setor, com apoio e financiamento do governo, na China é o governo que comanda o processo, incorporando e apoiando as empresas do setor nos marcos de uma estratégia de soberania e desenvolvimento nacional. Gigantes de tecnologia como Alibaba e Tencent já desenvolveram seus modelos. A primeira lançou o Qwen, que compete com o ChatGPT, a segunda criou o Yuanbao, um chatbot integrado ao WeChat (o Whatsapp chinês). Por fim, da China vem também o DeepSeek, modelo desenvolvido por uma startup que revelou um desempenho de ponta, rivalizando com os modelos norte-americanos a um custo muito menor e utilizando chips menos sofisticados. Sua versão V4, lançado em abril de 2026, é considerada o maior modelo de código aberto da história.  Entender a diferença entre os dois modelos mais avançados de utilização da IA nos ajuda a pensar quais são as estratégias mais adequadas para incorporar esta tecnologia em nosso país. Em nosso país já estão em andamento um conjunto de projetos econômicos e de iniciativas políticas relacionadas com a Inteligência Artificial que precisam ser avaliados à luz das evidências empíricas que se podem obter a partir das experiências de outros países. Precisamos formular políticas para este setor e para isso a comparação entre as estratégias dos países que hoje estão na ponta deste desenvolvimento.

Dois modelos distintos

1. Competição caótica X crescimento estrategicamente planejado

            A primeira grande diferença entre os modelos de implementação de IA dos Estados Unidos e da China diz respeito às relações entre o Estado e as empresas que desenvolvem esta tecnologia. Nos Estados Unidos o protagonismo maior é das empresas, especialmente as Big Tech, que atuam de maneira individual, concorrendo umas com as outras pela primazia no mercado. O Estado norte-americano cumpre um papel acessório, com o protagonismo na construção das estratégias sendo exercido pelas empresas privadas. Isto não quer dizer que não haja um engajamento do setor público. Pelo contrário, o governo norte-americano vê a Inteligência Artificial como um âmbito estratégico da manutenção de sua hegemonia política em nível internacional. Para isso o governo colabora com as empresas, sobretudo através de isenções fiscais e de contratação de serviços de IA, especialmente de uso militar, além de adotar medidas para combater os concorrentes chineses.

            Em apoio às suas empresas nacionais o governo norte-americano vem buscando, através de mecanismos políticos e tarifários, impedir o acesso da China à chips de última geração, como forma de conter o avanço daquele país. Outro exemplo desta relação é o acordo que foi fechado na semana passada entre o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e sete das grandes empresas de IA. Por este acordo empresas como a Palantir, a Amazon (AWS), A Space X, a Google, a Reflection, a NVIDIA e a Microsoft vão prestar serviços para o governo na área militar, incorporando suas tecnologias à máquina militar norte-americana. Mas este apoio do governo às empresas nacionais não implica em uma influência do Estado norte-americano sobre as estratégias de desenvolvimento das empresas.

            No modelo norte-americano temos uma concorrência entre as várias Big Tech, que disputam a primazia em uma corrida onde cada empresa individual faz esforços por suplantar os concorrentes em termos de capacidade de processamento. Isso faz com que haja uma corrida pela instalação de Datacenters, que são o diferencial que garante a dianteira na competição. Cada empresa necessita de uma capacidade de processamento de dados maior para superar a concorrência. Esta corrida pela vitória sobre a concorrência, especialmente em um contexto altamente especulativo no mercado de capitais, está levando a uma situação em que se pode afirmar que existe uma bolha especulativa, um crescimento excessivo e desordenado que cedo ou tarde vai levar a um ajuste onde uma parte significativa das empresas irá necessariamente quebrar, impactando a economia como um todo.

            Na China há uma coordenação entre as empresas de IA e o governo, obedecendo a uma estratégia nacional baseada no conceito de soberania nacional. Assim como nos EUA, o governo apoia as empresas locais que desenvolvem a tecnologia. Mas para além deste apoio, o Estado chinês também estabelece uma estratégia baseada em um planejamento de longo prazo, que incorpora o desenvolvimento das empresas nacionais como parte de um projeto de desenvolvimento do país. O governo chinês, além de apoiar suas empresas, estabelece os parâmetros de funcionamento, regula e coordena todo o setor. A cooperação entre o Estado e os entes privados neste caso está orientada pelo objetivo nacional, o projeto de país.

            Por conta desta diferença, a disseminação da IA na China prioriza a eficiência de custo e a soberania tecnológica. Startups como a DeepSeek conseguiram treinar modelos de IA de nível mundial gastando uma fração do orçamento de empresas como a OpenAI e Google, utilizando abordagens inovadoras de engenharia. Ao mesmo tempo os chineses buscam também autonomia e independência em relação aos equipamentos utilizados. Como os EUA estabeleceram restrições na exportação de chips mais avançados, os modelos chineses são desenvolvidos para extrair o máximo de desempenho de chips de gerações anteriores. Enquanto nos EUA o predomínio do interesse privado tende a focar no lucro das empresas, na China o interesse nacional determina um modelo de negócio focado na eficiência e na acessibilidade da tecnologia por todos.

            Diferente dos modelos ocidentais, na China há todo um processo de regulação e alinhamento entre as empresas e o governo. As empresas chinesas de IA seguem diretrizes rigorosas de conformidade com os valores sociais e políticos do país. Isso faz com que a concorrência predatória e caótica entre empresas gigantes seja substituída por um planejamento estratégico que tem como norte a soberania e o desenvolvimento do país. A disseminação da IA na economia e na sociedade chinesa obedece a uma lógica estratégica com visão de longo prazo, voltada para garantir um equilíbrio entre avanço tecnológico, crescimento econômico e equilíbrio social.

2. IA: mercadoria ou infraestrutura?

            Outro aspecto importante da diferença entre os dois modelos diz respeito à maneira com que a IA é abordada do ponto de vista do seu papel social e seu impacto tecnológico. O modelo de Inteligência Artificial dos Estados Unidos se baseia em um modelo de negócios privado, no qual os aplicativos são produtos a serem vendidos, através do licenciamento ou da venda de assinaturas. Neste modelo de negócio o objetivo das empresas é desenvolver aplicativos que possam ser vendidos a usuários individuais ou empresas. A prioridade, portanto, é desenvolver um produto que os usuários não possam utilizar de forma autônoma, tornando-se dependentes do ponto de vista tecnológico e econômico.

            No modelo chinês a IA é vista como uma infraestrutura para o desenvolvimento nacional. Por isso ainda que seus produtos sejam também vendidos no mercado por empresas privadas, seu custo é deliberadamente mais baixo. A ideia é que a IA é um instrumento para levar a um ganho de eficiência e produtividade que se propague por todos os setores da economia. A prioridade na China é a de gerar modelos de IA que sejam baratos e acessíveis, de maneira a facilitar o acesso de todas as empresas dos mais diversos setores da economia às ferramentas de IA.

            Portanto temos de um lado um modelo que tem como objetivo essencial o lucro privado das grandes companhias que controlam o mercado. A IA é vista como uma mercadoria, um produto cujo papel fundamental é garantir o lucro dos acionistas e investidores. De outro lado temos um projeto no qual o potencial de avanço tecnológico gerado pela IA é considerado um instrumento que faz parte de um projeto de desenvolvimento para todo o país, não apenas para os acionistas das empresas de tecnologia.

3. Tecnologia: código aberto X código proprietário

            Uma outra dimensão das diferenças entre os dois modelos é de natureza tecnológica, que é ao mesmo tempo política. O modelo norte-americano de IA é baseado em códigos proprietários, tem licença restrita, código-fonte fechado e dono definido. Para utilizar os instrumentos de IA neste caso, o usuário precisa pagar uma licença. Ou, em outros casos, as empresas precisam contratar a aplicação customizada dos softwares de IA das empresas proprietárias. Mas o controle sobre o instrumento, em última análise, continua sob controle das empresas de IA. Ainda que atualmente disponibilizem alguns modelos para uso gratuito, e que mesmo as versões pagas sejam fortemente subsidiadas, cobrando dos usuários uma fração do seu custo operacional, o modelo de negócio tem como objetivo tornar o uso da IA uma mercadoria cuja venda vai gerar grandes lucros para as Big Tech.

            No caso chinês os modelos de IA são todos desenvolvidos em código aberto (open-source), o que chamamos de software livre. Isto reduz custos de treinamento e facilita a adoção em massa da tecnologia pelo conjunto da economia. Esta adoção do software livre permite que se garanta acesso à tecnologia de ponta com custos de desenvolvimento muito inferiores, usando menos chips de alta performance. Este modelo permite a empresas como a DeepSeek obter uma margem de lucro elevada, alcançada ao treinar modelos potentes com uma fração do orçamento e do hardware utilizados por gigantes americanas.

            Nos EUA, a adoção de softwares proprietários (de código fechado) faz com que a adoção de instrumentos de IA por parte das empresas tenha um custo elevado, na medida em que elas dependem sempre dos seus proprietários e as empresas precisarão pagar mais cada vez que necessitam alguma melhoria nos sistemas. Já na China, com o software livre, a qualificação do uso da IA e a sua adaptação às necessidades das empresas pode ser realizada pelos próprios técnicos das empresas, o que são treinados e capacitados para desenvolver os aplicativos de acordo com as suas necessidades. Isto permite que desenvolvedores criem aplicações personalizadas sobre sua base.

4. A IA e os seus impactos ambientais

            Nos EUA a concorrência entre os gigantes privados tem levado a uma explosão do número de Datacenters. Cada empresa busca suplantar as demais através do aumento da sua capacidade de processamento de dados para alimentar os seus próprios modelos de IA. O resultado disso é uma corrida pela instalação de mais e mais equipamentos deste tipo por todo o país. Esta dinâmica implica em uma ampliação do impacto ambiental gerado por estes equipamentos. Cada Datacenter, em especial os hiperescalares utilizados para desenvolver os modelos de IA, tem um elevado custo ambiental. Estas estruturas consomem uma enorme quantidade de eletricidade para operar e de água para refrigerar seus equipamentos.

            O resultado desta expansão na quantidade de Datacenters nos Estados Unidos tem sido uma elevação generalizada dos custos da energia elétrica nos territórios onde se instalam estes equipamentos. A elevada demanda por energia nos Datacenters se reflete em um aumento dos preços pagos pelos consumidores comuns. Além disso, como a matriz energética dos EUA é predominantemente baseada em combustíveis fósseis, a expansão dos Datacenters também tem como consequência o aumento da poluição. Por outro lado estes equipamentos também consomem água em larga escala, provocando esgotamento dos recursos hídricos das comunidades onde estão instalados.

            Na China, o modelo adotado tem um foco no desenvolvimento de modelos mais baratos, capazes de operar com um menor gasto de energia e de água. Na medida em que privilegia o interesse nacional e não o lucro privado, o modelo chinês prioriza a eficiência e não a escala. Por conta disso ele se torna capaz de fazer mais com menos capacidade instalada. Enquanto nos Estados Unidos a corrida das Big Tech pela hegemonia do mercado resulta na instalação de mais de 4 mil Datacenters no país, a China, com cerca de 400 Datacenters, consegue superar o desempenho dos EUA em termos tecnológicos, com um custo ambiental muito menor. De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas para a Propriedade Intelectual de 2024, a China desenvolveu 38 mil patentes de IA generativa entre 2014 e 2023, seis vezes mais do que os Estados Unidos[1].

5. As decorrências sociais da implementação da IA

            Uma das principais consequências da generalização do uso da IA nas empresas é o aumento do desemprego, consequência da substituição de trabalho humano por máquinas. E enquanto as gerações anteriores da automação atingiam prioritariamente atividades relacionadas com o trabalho manual, os modelos de IA substituem agora o trabalho intelectual. Não se trata mais de robôs substituindo o trabalho de operários nas fábricas, agora a automação atingirá grandes contingentes de trabalhadores não manuais. Contadores, advogados, designers, jornalistas, médicos, escritores, publicitários, servidores públicos e muitas outras categorias tendem a ser afetadas pela utilização da IA. A dimensão deste impacto vem sendo cuidadosamente subestimada no debate público, uma vez que poderia gerar resistências sociais e políticas.

            No modelo chinês há uma percepção clara de que a implementação da IA tende a criar desemprego. E esta ameaça é tratada de uma forma mais realista do que no ocidente. No caso da China este é um desafio que a liderança do país tem consciência e busca enfrentar desde agora. A liderança chinesa opera suas políticas buscando combinar ao mesmo tempo a ampliação da utilização da IA com a adoção de políticas voltadas para reduzir os seus impactos sobre os trabalhadores. Ao invés de negar a ameaça, ou de minimizá-la como se faz no ocidente, a China adota uma postura mais realista, focada no enfrentamento desta ameaça.

            No modelo norte-americano os postos de trabalho perdidos são analisados predominantemente do ponto de vista dos ganhos de produtividade (menos gente produzindo mais), mas não há uma real preocupação com os impactos sociais do processo. Pelo contrário, há uma tendência a minimizar e esconder os impactos da adoção da IA em termos de emprego. Ainda assim o impacto será alto, e já se podem ver os resultados. A Amazon já anunciou a demissão de mais de 30 mil empregados entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, a Microsoft cortou 15 mil postos de trabalho em 2025 e a Meta já anunciou que pretende reduzir sua força de trabalho em 20% este ano. Isso apenas em empresas do setor tecnológico. A disseminação da IA pelos demais setores da economia vai ter um impacto ainda maior.

            Já na China o Ministério dos Recursos Humanos e Seguridade Social anunciou o lançamento de uma política acerca da contribuição da IA para o emprego e o mercado de trabalho. Esta política prevê uma “assistência para que as empresas no sentido do uso da IA para complementar o trabalho humano e não apenas substituí-lo”[2]. Além disso a política do governo chinês foca também na capacitação e treinamento massivo dos jovens, que inclui a incorporação da IA em toda a rede escolar. A ideia é de garantir a qualificação da mão-de-obra e direcionar os trabalhadores para ocupar os novos postos de trabalho que surgem com a disseminação da IA. A política da China busca equilibrar o avanço tecnológico com a segurança no mercado de trabalho e a estabilidade social. Já houve casos em que a justiça naquele país reverteu demissões de funcionários que tinham sido despedidos por conta da adoção da IA. Portanto é visível que na China há uma ação sistemática e integrada, que envolve ministérios de diferentes áreas do governo e do poder judiciário todos trabalhando juntos para reduzir ao máximo o impacto da IA sobre os empregos.

O que podemos aprender

            Esta comparação entre as políticas dos EUA e da China nos aponta diretrizes importantes para nos ajudar a desde já aprofundar o debate no sentido de formular políticas e propostas relacionadas com o uso da IA como ferramenta para o desenvolvimento. Este não é mais um debate sobre o futuro. Os impactos da IA já estão acontecendo em nossa economia e as decisões tomadas agora vão determinar os desdobramentos futuros de um processo que já está em andamento. Vimos que há dois caminhos. De um lado o modelo dos EUA, onde IA é uma tecnologia controlada por grandes grupos privados numa lógica extrativista e predatória. De outro temos o modelo chinês, onde a IA é um instrumento para a soberania e um projeto de desenvolvimento nacional. É a partir deste cenário internacional é que podemos pensar quais são as perspectivas e os impactos deste processo para o Brasil.

Tarson Núñez – Doutor em Ciência Política pela UFRGS, pesquisador do INCT Observatório das Metrópoles


[1]     ttps://www.ibanet.org/China-Regulation-of-Artificial-Intelligence-Progress-and-Challenges

[2]     https://cyberpeace.org/resources/blogs/chinas-new-ai-and-employment-policy—innovation-and-workforce-well-being

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  1. Rui Ribeiro

    27 de maio de 2026 12:13 pm

    As IA’s criaram de vez a possibilidade de libertar a humanidade do trabalho. Mas muitos são contra a abolição do trabalho, pois isso implicará em liberdade de fato, igualdade e solidariedade.

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