22 de junho de 2026

Relatório reforça tese de que JK foi assassinado pela ditadura militar

Relatório da Comissão de Mortos e Desaparecidos conclui que JK foi vítima de ação da ditadura, e não de acidente.
Reprodução

MPF em São Paulo apresentará relatório que conclui que JK foi morto pela ditadura militar em 1976, não por acidente.
Relatório de 5 mil páginas, elaborado por Maria Cecília Adão, sustenta que morte foi resultado de perseguição política.
Se homologada, certidão de óbito de JK poderá ser retificada para registrar morte violenta por ação do Estado.

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O Ministério Público Federal (MPF) sediará, em São Paulo, uma coletiva de imprensa para apresentar o relatório final da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) que conclui que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura militar em 1976. A conclusão contraria a versão oficial mantida por décadas, segundo a qual JK teria sido vítima de um acidente de trânsito na Via Dutra.

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Elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, o relatório reúne mais de 5 mil páginas entre análises, documentos e anexos. O trabalho sustenta que a morte do ex-presidente foi resultado de perseguição política promovida pelo Estado brasileiro durante o regime militar.

A investigação dialoga com apurações conduzidas pelo próprio MPF entre 2013 e 2019, que apontaram falhas graves nas investigações realizadas à época e descartaram elementos considerados centrais na versão oficial do acidente.

Caso a conclusão seja homologada pela comissão, a certidão de óbito de JK poderá ser retificada para registrar que sua morte foi violenta e decorrente de perseguição política promovida pelo Estado brasileiro. A medida representaria um novo marco no processo de revisão histórica dos crimes cometidos durante a ditadura militar.

A divulgação do relatório ocorre às vésperas dos 50 anos da morte de JK e reacende um dos debates mais controversos da história política brasileira, envolvendo as circunstâncias da morte de uma das principais lideranças civis de oposição ao regime militar.

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