O endurecimento das políticas de imigração adotadas pelo presidente Donald Trump está provocando uma das desacelerações mais acentuadas do crescimento populacional dos Estados Unidos nas últimas décadas.
Segundo o site norte-americano Axios, pesquisas já começam a apontar o impacto das políticas migratórias no mercado de trabalho: com menos imigrantes ingressando no país, o crescimento da força de trabalho perde ritmo e a economia passa a gerar menos empregos do que em anos anteriores.
Estudos do Federal Reserve indicam que a desaceleração da imigração reduziu significativamente o chamado “ponto de equilíbrio” da criação de vagas — número mínimo de empregos necessários para manter a taxa de desemprego estável.
Na prática, isso significa que resultados mais fracos na geração de empregos já não indicam necessariamente uma recessão, mas refletem também a menor expansão da população economicamente ativa.
Economistas da autoridade monetária também analisaram dados regionais, e concluíram que regiões com crescimento populacional mais lento tendem a apresentar expansão mais modesta do emprego e maior frequência de perdas de vagas – em um sinal de que um mercado com baixo crescimento populacional pode conviver com taxas estáveis de desemprego, mas ressaltam que isso não significa, por si só, uma economia saudável.
Ao mesmo tempo, pesquisadores do Yale Budget Lab estimam que os Estados Unidos poderão ter até 4,6 milhões de pessoas em idade ativa a menos até 2033 em comparação com cenários anteriores, mesmo que a redução do fluxo migratório seja temporária – e essa diferença tende a persistir por décadas.
Os pesquisadores projetam ainda que a produtividade da economia americana poderá ficar entre 0,25% e 0,44% abaixo do potencial até 2052, dependendo da intensidade das restrições migratórias.
Rui Ribeiro
30 de maio de 2026 3:14 pm“CEOs do setor de IA tentam conter temor sobre desemprego em massa causado pela tecnologia”.
As IAs vão impactar o mercado de trabalho, no mínimo estancando a geração de novos empregos. Mas a luta da classe operária não deve ter as IAs como alvos, mas que o desenvolvimento delas esteja a serviço de todos, e não de meia dúzia de oportunistas que acham que, sem eles, nao existiria inteligência artificial