A produção industrial brasileira cresceu 0,7% em abril na comparação com março, registrando o quarto mês consecutivo de expansão, segundo dados divulgados pelo IBGE.
Com o resultado, a indústria acumula alta de 4,4% nos primeiros quatro meses do ano e opera 4,7% acima do nível registrado antes da pandemia, embora permaneça 12,9% abaixo do pico histórico alcançado em 2011.
Ao mesmo tempo, a taxa anualizada (que considera os últimos 12 meses) aumentou 0,7%, enquanto a média móvel trimestral avançou 0,7% frente ao nível da média móvel trimestral de março.
O desempenho foi puxado principalmente pelas indústrias extrativas e pelo segmento de derivados de petróleo e biocombustíveis, ambos com avanço de 3,1%.
A análise mensal foi diretamente influenciada pelo aumento na produção de duas das quatro grandes categorias econômicas e de 14 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção.
As influências mais significativas vieram dos segmentos de indústrias extrativas (3,1%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,1%), ambas crescendo pelo quinto mês consecutivo.
Outras contribuições positivas relevantes vieram de produtos de borracha e de material plástico (3,1%), produtos de madeira (8,5%), produtos têxteis (4,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,2%).
Entre as 11 atividades que mostraram recuo na produção, produtos químicos (-3,9%) exerceu a principal influência no mês, seguido pelos impactos negativos dos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6%), máquinas e equipamentos (-2,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%) e metalurgia (-1,0%).
Indústria avança 2,7% frente a abril de 2025
Na comparação com abril de 2025, a indústria expandiu de 2,7%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, oito dos 25 ramos, 33 dos 80 grupos e 46,4% dos 789 produtos pesquisados. Abril de 2026 teve o mesmo número de dias úteis que abril de 2025 (20 dias).
Entre as atividades, as principais influências positivas foram registradas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (13,3%), indústrias extrativas (10,6%) e produtos alimentícios (3,2%).
Outras contribuições positivas importantes foram assinaladas pelos ramos de produtos de borracha e de material plástico (3,8%) e de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,4%).
Por outro lado, entre as 17 atividades que apontaram redução na produção, produtos químicos (-4,5%) e máquinas e equipamentos (-7,0%) exerceram as maiores influências negativas.
Outros impactos negativos foram assinalados pelos setores de produtos de metal (-4,5%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-6,5%), outros equipamentos de transporte (-7,9%), celulose, papel e produtos de papel (-2,7%), metalurgia (-1,7%) e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-5,4%).
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