Representantes da indústria norte-americana de inteligência artificial acusam atores ligados à China de usar as redes sociais para ampliar o discurso contra a construção de datacenters.
Grupos pró-IA afirmam que publicações em redes sociais estariam sendo impulsionadas por contas automatizadas ou coordenadas a partir da China e de países considerados parte de sua esfera de influência. O objetivo seria ampliar preocupações sobre os impactos econômicos, ambientais e sociais dos data centers.
As entidades afirmam ter identificado diversas ondas recentes de mensagens originadas em países como Bangladesh, Polônia, regiões da África e do Sul da Ásia.
Entre os exemplos citados estão publicações que criticam os investimentos bilionários em IA, denunciam supostos impactos de data centers sobre abastecimento de água e energia elétrica e alertam para o uso de fundos de aposentadoria para financiar a expansão da infraestrutura tecnológica.
Por outro lado, ativistas contrários aos data centers rejeitam a narrativa e afirmam que os protestos têm origem genuinamente comunitária, e que a indústria tenta utilizar a China como bode expiatório para desviar a atenção de preocupações reais relacionadas ao crescimento acelerado do setor.
Entre os principais pontos levantados estão o aumento do consumo de energia elétrica, o uso intensivo de recursos hídricos, a poluição sonora gerada pelos sistemas de resfriamento e os impactos ambientais de longo prazo.
De acordo com o site norte-americano Axios, a resistência aos empreendimentos vai além de qualquer eventual influência estrangeira: pesquisa efetuada pelo instituto Gallup em maio mostrou que 71% dos americanos são contrários à construção de data centers em suas próprias comunidades.
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