Um acordo de paz firmado entre Estados Unidos e Irã pode reduzir parte das tensões econômicas provocadas pela guerra no Oriente Médio, mas especialistas alertam que os impactos sobre o comércio internacional e as cadeias globais de suprimentos não serão revertidos imediatamente.
A reabertura do Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo — tende a diminuir os riscos de inflação associados à interrupção do transporte de petróleo, fertilizantes e outras commodities estratégicas.
Embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha afirmado que petroleiros recomeçaram a circular na região, analistas acreditam que o transporte pelo estreito continuará mais caro e arriscado e a normalização levará algum tempo para acontecer.
Em linhas gerais, o entendimento estabelecido entre EUA e Irã estipula um período de 60 dias de trégua, além da reabertura de Ormuz e o adiamento das negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O acordo também engloba o relaxamento de algumas sanções sofridas pelo Irã, principalmente sobre as exportações de petróleo e produtos petroquímicos. Em contrapartida, Teerã concordou em restabelecer a navegação comercial sem restrições na região.
Embora represente uma redução importante do risco geopolítico, o memorando deixa em aberto questões centrais, como o futuro das negociações nucleares, a política de sanções de longo prazo e o papel regional de grupos aliados ao Irã, como Hezbollah, Hamas e os Houthis.
(com Axios e The Guardian)
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