17 de junho de 2026

Israel mantém ataques no Líbano mesmo após anúncio de acordo entre EUA e Irã

Em resposta, o Hezbollah afirmou ter atacado um comboio do exército de Netanyahu na entrada de Kfar Tebnit, para forçar a retirada das forças israelense
Israel ataca sul do Líbano - Reprodução / EPA

Drone israelense destruiu veículo em Kfar Tebnit, sul do Líbano, matando motorista e ferindo jornalista local.
Hezbollah atacou comboio israelense em Kfar Tebnit, forçando retirada; Netanyahu mantém presença militar na região.
Conflito no Líbano já causou 3,7 mil mortes desde março, apesar de acordo de paz entre EUA e Irã anunciado em 14/10.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Um drone israelense destruiu um veículo na vila de Kfar Tebnit, no sul do Líbano, matando o motorista, conforme informou nesta segunda-feira (15) a Agência Nacional de Notícias libanesa (NNA). Na mesma localidade, o jornalista libanês Hadi Abdel Moneim Hoteit foi atingido por estilhaços e levado ao Hospital Najdeh Shaabia, em Nabatieh, onde passou por cirurgia na perna. A capital Beirute também registrou a presença de um drone israelense voando em baixa altitude.

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Os bombardeios acontecem um dia depois de EUA e Irã anunciarem um acordo de paz, no domingo (14), que prevê, entre suas condições, um cessar-fogo no Líbano, uma das exigências de Teerã. A expectativa é que um memorando de entendimento seja assinado na próxima sexta-feira (19), em Genebra, formalizando o caminho para a paz. A manutenção dos conflitos na região, no entanto, ameaça esse processo.

Em resposta, o Hezbollah afirmou ter atacado um comboio do exército israelense na entrada de Kfar Tebnit, composto por um trator e dois tanques Merkava, que avançavam a partir da área de Arnoun. Segundo o grupo, a ação forçou a retirada das forças israelenses.

Netanyahu ignora acordo

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou desconhecer os detalhes do entendimento entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano e sinalizou que Israel não deve recuar tão cedo.

“Permaneceremos na zona tampão de segurança do Líbano pelo tempo que for necessário”, afirmou em coletiva de imprensa, segundo o jornal The Jerusalem Post. As autoridades israelenses não comentaram os ataques desta segunda-feira.

Já o Hezbollah parabenizou o Irã pelo acordo e disse ver no memorando um primeiro passo para “a plena libertação” do território libanês e o retorno dos deslocados às suas casas. O Exército do Líbano, por sua vez, pediu cautela à população do sul do país, orientando que os moradores ainda não retornem às suas residências diante do risco de novas violações.

Balanço do conflito

Desde o reinício do conflito no Líbano, em 2 de março deste ano, o Ministério da Saúde libanês contabiliza 3,7 mil mortos e 11,7 mil feridos.

A atual fase da guerra tem raízes na ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, iniciada em 2023. O Hezbollah passou a atacar o norte de Israel em solidariedade aos palestinos, o que levou a uma escalada gradual. Em novembro de 2024, após a morte de lideranças importantes do grupo xiita, foi firmado um cessar-fogo, descumprido por Israel com ataques esporádicos. Com o início do conflito envolvendo o Irã, o Hezbollah retomou as ofensivas, alegando legítima defesa.

A rivalidade entre Israel e Hezbollah remonta aos anos 1980, quando o grupo foi criado em resposta à invasão israelense do Líbano. Em 2000, conseguiu expulsar as forças israelenses do país. Desde então, tornou-se partido político com representação no Parlamento libanês, enquanto Israel voltou a bombardear o território em 2006, 2009 e 2011.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    16 de junho de 2026 7:29 am

    Trumpstein é o poodle do Netanyahu. Eu achava que era o contrário.

  2. Rui Ribeiro

    16 de junho de 2026 7:32 am

    O Trumpstein é o poodle do Netanyahu. Eu achava que era o contrário.

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