15 de junho de 2026

Às vésperas de julgamento no STF, Eduardo Bolsonaro pede a Trump que reimponha sanções contra Moraes

Ex-deputado é réu na Suprema Corte por suposta atuação junto ao governo americano para pressionar ministros do STF
Reprodução

Eduardo Bolsonaro pediu a Trump que retome sanções contra ministro Alexandre de Moraes antes de julgamento no STF.
Ele é acusado de coação e pressão junto ao governo americano contra ministros da Suprema Corte brasileira.
Ministro Moraes rejeitou pedido de adiamento do julgamento marcado para o dia 16, que será analisado pela Primeira Turma do STF.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Na véspera de seu julgamento no Supremo Tribunal Federal, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recorreu às redes sociais nesta segunda-feira (15) para pedir ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que retome as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes.

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A publicação, feita em inglês e dirigida também ao secretário de Estado Marco Rubio e ao secretário do Tesouro Scott Bessent, acontece um dia antes de a Primeira Turma do STF analisar uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-parlamentar.

Ele é acusado de ter articulado junto ao governo americano uma pressão sobre ministros da Suprema Corte brasileira e de ter incentivado o tarifaço de Trump contra o Brasil.

O que Eduardo escreveu

Na publicação, Eduardo afirma que “o Supremo Tribunal do Brasil está se preparando para me condenar em retaliação contra o presidente Trump” e classifica a Corte como um “tribunal político”. Ele argumenta que a suspensão das sanções contra Moraes, ocorrida em dezembro do ano passado, foi “um erro grave” e pede sua reimposição com urgência.

O ex-deputado vai além e sugere que Moraes aguarda o retorno de um governo democrata nos EUA para, segundo ele, repetir contra autoridades americanas o que estaria sendo feito contra ele hoje. Sobre as acusações que responde, Eduardo critica o que chama de “audácia” do STF: “Eles afirmam que cometi um crime ao interagir com autoridades do governo americano. Tal alegação, na prática, trata a própria administração Trump como se fosse uma organização criminosa.”

O julgamento de amanhã

Eduardo Bolsonaro responde a uma ação penal por coação no curso do processo. Na sexta-feira (12), a Defensoria Pública da União (DPU) solicitou ao STF o adiamento da sessão e a convocação de um ministro de outra turma para compor o quórum da Primeira Turma, argumentando que a vaga deixada pela saída do ministro Luiz Fux abre margem para empate na votação. O pedido foi negado pelo próprio ministro Alexandre de Moraes, que manteve o julgamento para esta terça-feira (16).

O STF não se manifestou sobre as declarações feitas por Eduardo Bolsonaro até o fechamento desta reportagem.

*Com informações da CNN.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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