6 de junho de 2026

Eduardo Bolsonaro controlava recursos de filme sobre o pai

Documentos obtidos pelo Intercept indicam que deputado licenciado atuava na gestão financeira de “Dark Horse”
Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Eduardo Bolsonaro atuou na gestão financeira do filme “Dark Horse” e autorizava movimentações milionárias.
Flávio Bolsonaro negociou recursos com banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o longa, valor discutido chegou a US$ 24 milhões.
Produtora do filme nega ter recebido recursos de Vorcaro ou empresas ligadas ao Banco Master.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A crise em torno do filme “Dark Horse”, a cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, ganhou mais um elemento nesta sexta-feira: documentos revelam que o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro teria atuado diretamente na gestão financeira do projeto e possuía poder sobre movimentações milionárias ligadas à produção.

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De acordo com os documentos obtidos pelo Intercept, Eduardo Bolsonaro assinou contrato como produtor-executivo do longa e tinha atribuições relacionadas à supervisão orçamentária e autorização de movimentações financeiras do projeto “Dark Horse”.

A produção é apresentada como uma cinebiografia internacional de Jair Bolsonaro, estrelada pelo ator americano Jim Caviezel — conhecido pelo filme “A Paixão de Cristo” — e dirigida por Cyrus Nowrasteh. O roteiro foi escrito pelo deputado Mário Frias.

Segundo a investigação, o orçamento estimado da produção varia entre US$ 23 milhões e US$ 26 milhões, valor considerado excepcionalmente alto para os padrões do cinema brasileiro.

Áudios ligam Flávio Bolsonaro a negociações milionárias

A revelação aprofunda o escândalo iniciado nesta semana após o Intercept divulgar áudios e mensagens que apontam negociações conduzidas por Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado e preso sob suspeita de participação em uma das maiores fraudes financeiras do país.

A nova reportagem surge após o Intercept revelar mensagens e áudios nos quais Flávio Bolsonaro negocia recursos com Daniel Vorcaro para financiar o filme. Segundo a apuração, o valor discutido teria chegado a US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação atual.

As conversas também indicariam tentativas de envio de recursos aos Estados Unidos por meio de estruturas ligadas a aliados de Eduardo Bolsonaro. Parte do dinheiro, segundo o veículo, teria sido direcionada a fundos relacionados ao entorno político do deputado licenciado.

A produtora responsável pelo filme, GOUP Entertainment, afirma que não recebeu recursos de Daniel Vorcaro nem de empresas ligadas ao Banco Master. Em nota divulgada após as primeiras reportagens, a empresa declarou que “não consta um único centavo” proveniente do banqueiro entre os investidores do longa.

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6 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    15 de maio de 2026 5:28 pm

    Vorcaro doou aos Bolsonaro uma fortuna sabendo que o Banco Master era uma pirâmide financeira prestes a colapsar. Ele deliberadamente causou prejuízo aos credores do Master com uma administração fraudulenta enquanto dilapidava seu patrimônio pessoal. Portanto, o dinheiro doado aos Bolsonaro pode e deve ser retomado pela Justiça para compor o patrimônio do Banco em liquidação a fim de ser rateado entre os credores.

  2. Veritas

    15 de maio de 2026 6:19 pm

    Na época da transferência de recursos para a produção de Dark Horse, todo o mercado sabia que o Banco Master não tinha recursos para honrar seus compromissos bancários. O Master foi dilapidado, parte de seus depositantes, sobretudo fundos de pensões de servidores públicos, prejudicados gravemente. Portanto, os recursos restantes destinados ao filme e eventuais bilheterias futuras devem ser destinados aos depositantes prejudicados, como afirma Dr. Fábio Ribeiro.

  3. Evandro Condé

    15 de maio de 2026 7:31 pm

    Como descobrir qual tipo de Green card que o Dudu possui? Trabalho? Acho difícil. Refugiado? Desconfio. Notório saber? Esquece. Investidor? A investigar.

  4. Jose

    15 de maio de 2026 7:41 pm

    Tudo indica que o Master foi criado pelo BC de Roberto Campos para servir de agência da família Bozzo
    Era muita grana roubada pra ser enviada para paraísos fiscais
    A mídia tenta salvar o candidato da extrema direita pra derrotar Lula, eh isso o que interessa a Faria Lima

  5. Lauri Guerra

    15 de maio de 2026 10:35 pm

    O filme deveria chamar-se Brown Mule. Por razões óbvias, Brown por sujeira e Mule por mula do crime.

  6. Jose

    16 de maio de 2026 1:57 am

    O Master foi criado pelo Bozzo e Campos Neto pra funcionar como escritório do crime e rachadinhas como está que roubou a grana dos funcionários aposentados do RJ

    Na Itália a Mãos Limpas trouxe ao poder o corruptora Berlusvoni e aqui a Lava Jato elegeu Bolsonaro e cia

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