17 de junho de 2026

Com destaque da indústria, PIB cresce 0,5% em abril

Prévia do PIB do Banco Central mostra avanço da atividade em abril; serviços lideram crescimento no acumulado do ano
Foto de Daniel Dan via pexels.com

Economia brasileira cresceu 0,5% em abril, marcando o quarto mês consecutivo de expansão, segundo o IBC-Br.
Setor de serviços lidera crescimento em 2026 com alta de 2,1%, enquanto agropecuária desacelera e registra retração.
Indústria cresce 0,6% no ano, mas agropecuária recua 0,1%, indicando normalização após safras recordes recentes.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A atividade econômica brasileira voltou a avançar em abril e reforçou uma tendência que vem marcando 2026: o crescimento do país está sendo sustentado principalmente pelo setor de serviços, enquanto a agropecuária perde parte do protagonismo que exerceu nos últimos anos.

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Os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), mostram que a economia cresceu 0,5% em abril na comparação com março, já descontados os efeitos sazonais. Foi o quarto mês consecutivo de expansão da atividade.

Na abertura setorial, a indústria registrou crescimento de 0,36% no mês, enquanto os serviços avançaram 0,27%. A agropecuária ficou praticamente estável, com alta de apenas 0,04%, sinalizando uma desaceleração importante em relação ao ritmo observado em anos anteriores.

Na comparação com abril de 2025, o IBC-Br apresentou crescimento de 0,9%. O desempenho foi acompanhado por altas de 1,3% na indústria e de 1,2% nos serviços. Já a agropecuária cresceu apenas 0,6%, reforçando a percepção de que o setor atravessa uma fase de acomodação.

Os números de abril ajudam a explicar o comportamento da economia ao longo de 2026. No acumulado do ano, o IBC-Br registra expansão de 1,3%. O principal responsável por esse resultado é o setor de serviços, que acumula crescimento de 2,1%, consolidando-se como o motor da atividade econômica brasileira.

A indústria também permanece em terreno positivo, mas em ritmo mais moderado. O segmento acumula alta de 0,6% entre janeiro e abril, refletindo uma recuperação gradual da produção industrial em meio a um cenário ainda marcado por juros elevados, incertezas externas e menor dinamismo do comércio internacional.

O destaque negativo fica com a agropecuária. Apesar de continuar apresentando resultados robustos quando observada em uma janela mais longa, o setor acumula retração de 0,1% em 2026. O desempenho sugere uma normalização após os expressivos ganhos registrados nos últimos ciclos agrícolas, influenciados por safras recordes e condições favoráveis no mercado de commodities.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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