A atividade econômica brasileira voltou a avançar em abril e reforçou uma tendência que vem marcando 2026: o crescimento do país está sendo sustentado principalmente pelo setor de serviços, enquanto a agropecuária perde parte do protagonismo que exerceu nos últimos anos.
Os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), mostram que a economia cresceu 0,5% em abril na comparação com março, já descontados os efeitos sazonais. Foi o quarto mês consecutivo de expansão da atividade.
Na abertura setorial, a indústria registrou crescimento de 0,36% no mês, enquanto os serviços avançaram 0,27%. A agropecuária ficou praticamente estável, com alta de apenas 0,04%, sinalizando uma desaceleração importante em relação ao ritmo observado em anos anteriores.
Na comparação com abril de 2025, o IBC-Br apresentou crescimento de 0,9%. O desempenho foi acompanhado por altas de 1,3% na indústria e de 1,2% nos serviços. Já a agropecuária cresceu apenas 0,6%, reforçando a percepção de que o setor atravessa uma fase de acomodação.
Os números de abril ajudam a explicar o comportamento da economia ao longo de 2026. No acumulado do ano, o IBC-Br registra expansão de 1,3%. O principal responsável por esse resultado é o setor de serviços, que acumula crescimento de 2,1%, consolidando-se como o motor da atividade econômica brasileira.
A indústria também permanece em terreno positivo, mas em ritmo mais moderado. O segmento acumula alta de 0,6% entre janeiro e abril, refletindo uma recuperação gradual da produção industrial em meio a um cenário ainda marcado por juros elevados, incertezas externas e menor dinamismo do comércio internacional.
O destaque negativo fica com a agropecuária. Apesar de continuar apresentando resultados robustos quando observada em uma janela mais longa, o setor acumula retração de 0,1% em 2026. O desempenho sugere uma normalização após os expressivos ganhos registrados nos últimos ciclos agrícolas, influenciados por safras recordes e condições favoráveis no mercado de commodities.
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