18 de junho de 2026

Geopolítica em ebulição: G7, eleições na América Latina e a disputa pela soberania global

Brasil possui condições únicas para aproveitar a transição energética e o cenário de disputa entre Ocidente e Oriente

Lula criticou Trump no G7, rejeitou submissão do Brasil e propôs mediação na crise Rússia-Ucrânia.
EUA rotulam PCC e Comando Vermelho como “narcoterroristas” na América Latina e fecharam acordo provisório com Irã.
Colômbia e Peru enfrentam instabilidade política com avanço da extrema-direita e crise institucional persistente.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Em recente edição do Observatório de Geopolítica [assista abaixo], transmitido pelo canal TV GGN no Youtube, especialistas discutiram o cenário de fragmentação e tensão na ordem internacional, destacando a postura dos Estados Unidos no G7, o avanço da extrema-direita na América Latina e as crises institucionais no Peru e na Colômbia. Sob a mediação do cientista político e analista de geopolítica, Pedro Costa Junior, o debate reuniu as professoras Michele Melo (correspondente internacional da Agência Russia Today), Angelita Matos (socióloga, economista, cientista política e pesquisadora de Políticas Públicas e Relações Internacionais) e Yasmin Calmet (doutora em Ciência Política) para analisar como as potências globais e os países sul-americanos reagem a um mundo em transição hegemônica. Confira, abaixo, os principais pontos em análise:

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Lula critica Trump no G7

A reunião do G7 foi marcada pelo comportamento sarcástico de Donald Trump, que chegou atrasado declarando-se “o chefe” (“I am the boss”), recebendo risos de líderes europeus, o que analistas interpretaram como um sinal de submissão da Europa aos interesses de Washington. Em contrapartida, o presidente Lula adotou uma postura altiva, chamando Trump de “imperador do mundo” e criticando sua interferência nas eleições brasileiras.

Lula reforçou que o Brasil não aceita submissão, destacando a transparência do sistema eleitoral brasileiro em resposta às críticas de Trump. No campo diplomático, o presidente brasileiro reiterou sua disposição em mediar o conflito entre Rússia e Ucrânia, defendendo que a paz deve ser decidida pelos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

A “Guerra às Drogas 2.0” e o acordo com o Irã

Um ponto central de preocupação é a nova narrativa de Washington, classificada como “Guerra às Drogas 2.0”, que rotula organizações como o PCC e o Comando Vermelho como “narcoterroristas” para justificar intervenções na América Latina. Esse movimento é visto como uma tentativa de retomar a região como “quintal” dos EUA, especialmente em um momento em que Washington busca controle sobre recursos naturais e estabilidade econômica antes das eleições de meio de mandato (midterms).

Paralelamente, o governo Trump costurou um acordo provisório com o Irã, interpretado por Michele Melo como uma “derrota” prática dos EUA, necessária para estabilizar os preços do petróleo e conter a inflação interna, apesar da retórica agressiva mantida pelo presidente americano.

Instabilidade e o “Voto Silencioso” na América do Sul

O programa deu foco especial às mudanças eleitorais na região:

  • Colômbia: A disputa entre o progressista Ivan Cepeda e o extremista de direita Abelardo Delais Piela surpreendeu no primeiro turno. Abelardo, que utiliza uma estética “gamificada” e figuras como o “tigre” (ecoando o “leão” de Javier Milei), obteve um voto silencioso expressivo, baseando seu discurso em propostas ultra-liberais e prisões de segurança máxima.
  • Peru: O país enfrenta uma crise crônica, prestes a eleger seu nono presidente em dez anos. Yasmin Calmet apontou que, embora a economia apresente crescimento (3,73% até abril de 2026), a desigualdade e a informalidade (70% da população) geram um terreno fértil para o autoritarismo. A provável vitória de Keiko Fujimori sinaliza o retorno de uma estrutura política marcada por escândalos e pela herança autoritária de seu pai.

Perspectivas: Entre a “Onda Cinza” e a Resistência Social

A professora Angelita sugeriu que a região vive uma transição da “onda rosa” (progressista) para uma “onda cinza” (extrema-direita), mas ponderou que governos radicais, como o de Milei na Argentina, enfrentam dificuldades crescentes de popularidade. Enquanto Michele Melo expressou pessimismo sobre a capacidade do sistema em oferecer alternativas à barbárie, Angelita destacou o papel da juventude aguerrida e dos movimentos sociais que continuam lutando por igualdade e freando o avanço do neoliberalismo.

O debate concluiu que, embora o momento seja de incertezas e crises de soberania, o Brasil possui condições únicas para aproveitar a transição energética e o cenário de disputa entre Ocidente e Oriente para fortalecer sua posição global.

O programa Observatório de Geopolítica é transmitido de segunda a sexta no canal TV GGN, sempre às 19 horas.

Nota da redação: O Jornal GGN utiliza ferramentas de Inteligência Artificial para transformar o conteúdo original produzido pela equipe de jornalistas e analistas do canal TV GGN em reportagem para este portal. Os textos são revisados por um editor antes de sua publicação, para garantir a veracidade e correção das informações.

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