A Petrobras retomou nesta quinta-feira (26) as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), em um movimento que busca ampliar a produção nacional de fertilizantes, reduzir a dependência de importações e fortalecer a indústria química brasileira. O empreendimento integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e receberá investimentos superiores a R$ 5 bilhões.
Paralisada desde 2015, a unidade teve sua retomada aprovada após uma nova avaliação técnica e econômica que confirmou a viabilidade do projeto e sua inclusão no Plano de Negócios 2026-2030 da Petrobras. A previsão é que a fábrica entre em operação comercial em 2029.
Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil precisa ampliar sua capacidade de produzir fertilizantes para reduzir a vulnerabilidade externa do agronegócio e fortalecer a soberania nacional. Segundo ele, a meta é elevar significativamente a produção doméstica de um insumo considerado estratégico para a segurança alimentar e para a competitividade da agricultura brasileira.
A presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que a retomada da UFN-III representa também a recuperação da capacidade da engenharia nacional e da indústria brasileira de executar projetos de grande porte. Segundo ela, a unidade deverá impulsionar a produção de fertilizantes destinados principalmente ao Centro-Oeste, região responsável por cerca de 40% da demanda nacional de ureia.
Além do impacto industrial, a obra deverá gerar aproximadamente 8 mil empregos diretos e indiretos e movimentar diversos setores da economia regional, como transporte, hospedagem, alimentação, comércio e serviços. A localização da planta, próxima aos principais polos agrícolas do país, também deve reduzir custos logísticos e aumentar a segurança do abastecimento para produtores rurais.
Quando entrar em operação, a UFN-III terá capacidade para produzir 3.600 toneladas diárias de ureia granulada e 2.200 toneladas de amônia, totalizando cerca de 1,3 milhão de toneladas de ureia por ano. Esse volume corresponde a aproximadamente 16% da demanda nacional pelo insumo.
A retomada da fábrica integra uma estratégia mais ampla da Petrobras para reconstruir a produção nacional de fertilizantes nitrogenados. Além da UFN-III, o plano contempla investimentos nas unidades da Bahia (Fafen-BA), de Sergipe (Fafen-SE) e na ANSA. A expectativa da estatal é atender cerca de 35% do mercado brasileiro de ureia até 2029.
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