26 de junho de 2026

Novo PAC impulsiona indústria naval com fragata nacional e prevê 23 mil empregos

Lançamento da Fragata Cunha Moreira marca avanço do Programa Classe Tamandaré; projeto reúne R$ 13,9 bilhões em investimentos
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Fragata Cunha Moreira, terceira do Programa Classe Tamandaré, foi lançada em Santa Catarina para fortalecer a indústria naval.
PFCT investe R$ 13,9 bi até 2030, gerando cerca de 23 mil empregos diretos, indiretos e induzidos no setor naval e de defesa.
Programa entregará 4 navios com alta tecnologia para patrulhar a Amazônia Azul e apoiar operações da Marinha do Brasil.

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O lançamento ao mar da Fragata Cunha Moreira, terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), em Santa Catarina, marcou um novo passo na estratégia do governo federal de fortalecer a indústria naval e ampliar a capacidade tecnológica da indústria de defesa brasileira.

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Integrado à política da Nova Indústria Brasil (NIB), o programa combina investimentos públicos, nacionalização de tecnologia e geração de empregos qualificados. Ao todo, o PFCT reúne investimentos estimados em R$ 13,9 bilhões entre 2019 e 2030, dos quais R$ 10,5 bilhões fazem parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

Segundo o governo federal, a iniciativa deverá gerar cerca de 23 mil empregos ao longo de sua execução, sendo 2 mil diretos, 6 mil indiretos e 15 mil induzidos.

A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. Ao destacar os objetivos do programa, Belchior afirmou que o Novo PAC busca ampliar a capacidade produtiva e tecnológica do país, estimulando a produção de bens de alta complexidade e preparando a indústria brasileira para competir em mercados internacionais.

A Fragata Cunha Moreira é a terceira das quatro embarcações previstas pelo Programa Classe Tamandaré. Embora o lançamento ao mar represente uma etapa importante da construção, a entrega definitiva à Marinha do Brasil está prevista para 2028, após a instalação dos sistemas de combate, armamentos e demais equipamentos embarcados.

Durante o evento, Lula afirmou que o fortalecimento da indústria de defesa faz parte da estratégia de desenvolvimento nacional. Segundo o presidente, investimentos em áreas como defesa, educação, saúde, inteligência artificial e transição energética são pilares para ampliar a soberania e a capacidade tecnológica do país.

Mais do que modernizar a frota da Marinha, o Programa Classe Tamandaré busca consolidar competências industriais no Brasil. As embarcações incorporam sistemas de alta tecnologia e são produzidas com transferência de conhecimento para empresas nacionais, permitindo que fornecedores brasileiros participem da fabricação, manutenção e modernização dos navios ao longo de todo o seu ciclo de vida.

O projeto também estimula a cadeia produtiva da indústria naval e de defesa ao ampliar a nacionalização de componentes e desenvolver fornecedores locais. Segundo o governo, os efeitos econômicos extrapolam o estaleiro responsável pela construção das fragatas, alcançando empresas de diversos segmentos industriais e contribuindo para a formação de mão de obra especializada.

Quando concluído, o Programa Fragatas Classe Tamandaré entregará quatro navios militares de alta complexidade tecnológica para a Marinha do Brasil. As embarcações reforçarão a capacidade de patrulhamento da chamada Amazônia Azul — área marítima com mais de 5,7 milhões de quilômetros quadrados —, além de apoiar operações de busca e salvamento e o cumprimento de compromissos internacionais do país.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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