As forças militares dos Estados Unidos realizaram novos ataques na região do Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (26), após o presidente Donald Trump afirmar que o Irã descumpriu o acordo de cessar-fogo firmado entre os dois países. A escalada militar ganhou novos contornos neste sábado (27), com relatos de um ataque iraniano com drones contra o Bahrein e contra uma embarcação comercial na rota marítima.
Segundo o governo norte-americano, a incursão inicial de Washington ocorreu em resposta a uma ofensiva iraniana contra um navio que tentava sair do estreito na quinta-feira (25). Trump declarou que drones iranianos teriam sido utilizados na ação. De acordo com a versão apresentada por Washington, apenas um dos equipamentos atingiu o navio, provocando danos materiais, enquanto os demais foram interceptados antes de alcançar o alvo. Não houve registro de vítimas.
Escalada regional e novos alvos
A resposta de Teerã veio logo em seguida. O Irã lançou um ataque com drones contra o Bahrein neste sábado, enquanto outra embarcação no Estreito de Ormuz era atacada separadamente. Os episódios evidenciam o risco de o conflito escapar novamente ao controle, mesmo após os governos iraniano e americano terem firmado um acordo provisório para tentar chegar a um acerto definitivo.
Em nota, a Guarda Revolucionária do Irã, força paramilitar do país, divulgou um comunicado, reproduzido pela agência estatal IRNA, afirmando ter atingido diversos locais “do exército terrorista dos Estados Unidos na região”.
O Bahrein, que abriga a 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos, é um dos mais contundentes críticos de Teerã. Recentemente, o país recebeu o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para uma reunião do Conselho de Cooperação do Golfo, que terminou com um apelo pelo fim dos ataques iranianos.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Bahrein informou que “um número de drones iranianos” teve o país como alvo. A pasta classificou o ataque como “uma ameaça flagrante à segurança dos cidadãos e residentes”.
Disputa por rotas comerciais
O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas estratégicas para o comércio internacional de petróleo, concentrando uma parcela significativa do transporte global da commodity. Paralelamente aos confrontos, um órgão marítimo multinacional supervisionado pela Marinha americana anunciou a expansão de uma rota próxima a Omã no Estreito de Ormuz para permitir o tráfego nos dois sentidos — uma decisão que deve criar um novo ponto de tensão com Teerã. Por enquanto, as autoridades iranianas não haviam divulgado uma resposta oficial específica sobre as acusações feitas pelo governo dos Estados Unidos a respeito do primeiro navio atingido.
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