29 de junho de 2026

Terremotos na Venezuela: O que se sabe sobre os resgastes, ajuda humanitária, cooperação internacional e planos de reconstrução

Após abalos deixarem 12 mil famílias desabrigadas, governo venezuelano foca em resgates e cria plano de moradias

Duplo terremoto na Venezuela em 24/06 causou 1.500 mortos, 3.150 feridos e 12.721 famílias desabrigadas.
Governo lidera buscas e cria comissão para avaliar riscos e construir moradias em áreas afetadas.
Brasil enviou missão humanitária com equipes e insumos; ajuda internacional envolve 2.600 especialistas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Venezuela atravessa uma de suas crises humanitárias mais graves da história recente após o duplo terremoto devastador ocorrido no último dia 24 de junho. Com magnitudes de 7.2 e 7.5 registrados em um intervalo de apenas 39 segundos, os abalos deixaram um saldo trágico de mais de 1.5 mil mortos, 3.150 feridos e 12.721 famílias desabrigadas, conforme o balanço oficial mais recente divulgado pela emissora Telesur (os números estão em constante atualização).

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O rastro de destruição é visível em diversas regiões, sendo o estado de La Guaira o mais atingido. Ao todo, 774 edifícios foram afetados, dos quais 189 sofreram danos totais e 585 danos parciais. A infraestrutura crítica também foi severamente comprometida, incluindo 38 hospitais, 44 centros comerciais e 1.645 outras estruturas. Em La Guaira, 527 pessoas feridas precisaram ser transferidas para hospitais em Caracas devido à gravidade de suas lesões.

Apesar da tragédia, histórias de resiliência emergem dos escombros: até o momento, 33 pessoas foram resgatadas com vida, incluindo um jovem que foi localizado após 106 horas sob as ruínas. Por outro lado, buscas em complexos residenciais como o Cumanagotto revelaram perdas dolorosas, como a da família do jogador argentino Lucas Trejo.

Resposta Governamental e Situação Política

A presidenta Delcy Rodríguez assumiu a liderança das operações, ratificando que as buscas por sobreviventes continuarão ininterruptamente enquanto houver possibilidade de vida. O governo venezuelano instalou uma comissão multidisciplinar para realizar um diagnóstico estrutural nas zonas afetadas, utilizando um sistema de “semaforização” (verde, amarelo e vermelho) para classificar o nível de risco das habitações.

Um grupo de Estado Maior, presidido por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, foi criado para coordenar a construção de novas moradias e a gestão de 10 acampamentos temporários destinados aos desabrigados. No setor de serviços, o governo anunciou a recuperação de 75% do fornecimento elétrico em La Guaira.

Plano de Recuperação e Fundo Financeiro

Para financiar a reconstrução, a Corporação Andina de Fomento (CAF) anunciou a criação de um fundo multidoador de até 200 milhões de dólares. O plano de recuperação da CAF está estruturado em três etapas:

  1. Assistência imediata: Financiamento de operações de busca, salvamento e insumos essenciais.
  2. Reabilitação de serviços: Restabelecimento de água, saneamento, energia e conectividade.
  3. Reconstrução definitiva: Foco na reativação de meios de vida locais e mitigação de riscos futuros.

Cooperação e Repercussão Internacional

A ajuda internacional tem sido massiva, com a presença de mais de 2.600 especialistas de 25 países de continentes como América, Europa e Ásia. Brigadas de nações como Cuba — que enviou dois contingentes —, México, Colômbia, Espanha, França, Índia e Vietnã estão em solo venezuelano operando com cães de resgate e toneladas de equipamentos médicos. Gianluca Rampolla, coordenador residente da ONU na Venezuela, está monitorando o apoio humanitário através da OCHA.

O Brasil mobilizou uma ampla missão humanitária para apoiar a Venezuela após os terremotos, autorizada pelo presidente Lula, com o envio de aeronaves da Força Aérea Brasileira transportando equipes de busca e salvamento, bombeiros, técnicos da Defesa Civil e da Anatel, cães farejadores, cerca de 10 toneladas de equipamentos, um hospital de campanha, purificadores de água e cinco kits de calamidade contendo aproximadamente 111,8 mil medicamentos e insumos médicos, suficientes para atender cerca de 1.500 pessoas durante um mês, além de manter cooperação com as autoridades venezuelanas e organismos internacionais para reforçar as operações de resgate, assistência médica e resposta à emergência, sem comprometer os estoques do SUS. As informações são da Agência Brasil.

Internacionalmente, o Papa Leão XIV expressou sua proximidade com as famílias afetadas, enquanto na Cidade do México, a Torre BBVA foi iluminada com as cores da bandeira venezuelana em um gesto simbólico de apoio. Além disso, a Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade (REDH) reafirmou seu compromisso em acompanhar o povo venezuelano na reconstrução.

Solidariedade Interna e Novos Desafios

Dentro da Venezuela, a mobilização popular é notável. No Poliedro de Caracas, 7.876 voluntários civis se registraram para auxiliar na remoção de escombros. Centros de arrecadação, como o estádio dos Tigres de Aragua em Maracay, foram ativados para receber doações.

Contudo, a Venezuela enfrenta uma emergência dupla: no estado de Portuguesa, intensas chuvas causaram o transbordamento de rios em Chabasquén, afetando mais de 100 famílias que perderam seus pertences, somando novos desafios aos esforços de proteção civil nacionais.

Com informações da Telesur e Agência Brasil

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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