O vereador de Balneário Camboriú Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) anunciou nas redes sociais sua pré-candidatura a deputado federal por Santa Catarina. O filho “04” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre o primeiro mandato na câmara municipal da cidade catarinense, após ser o candidato mais votado do município no pleito de 2024, com 3.033 votos.
“Cumprindo a missão que meu pai, Jair Messias Bolsonaro, me deu: continuar lutando pelos brasileiros e defender os valores que sempre nos uniram“, publicou o parlamentar.
A movimentação consolida a estratégia do clã Bolsonaro no estado. Jair Renan deve atuar na linha de frente da campanha presidencial do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em território catarinense. Ele terá o apoio do outro irmão, Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro que transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina de olho em uma vaga no Senado. A migração de Carlos, contudo, gerou divergências internas no PL em razão de pré-candidaturas locais que já estavam acordadas.
Atuação no Legislativo e histórico
Antes de testar o nome nas urnas, Jair Renan iniciou a trajetória pública como assistente no gabinete do senador Jorge Seif (PL-SC), cargo que deixou para concorrer ao Legislativo municipal. Durante o mandato na Câmara de Balneário Camboriú, o vereador apresentou 14 Projetos de Lei, dos quais 12 foram protocolados e dois acabaram aprovados pela casa.
Pendência judicial em Brasília
Em paralelo à articulação política, o pré-candidato responde a processo na Justiça do Distrito Federal. Jair Renan tornou-se réu sob as acusações de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso, após investigação conduzida pela Polícia Civil em 2024.
A denúncia aponta o uso de documentos fraudados de sua empresa de eventos para obter um empréstimo bancário de R$ 360 mil, valor que não foi quitado. Conforme o inquérito, o sócio de Jair Renan e instrutor de tiro, Maciel Alves, participou da criação da identidade falsa de um suposto investidor, que operava como “laranja” em pessoas jurídicas.
Na época do indiciamento, a defesa do parlamentar rechaçou as acusações e alegou que ele foi induzido ao erro. “Jair Renan foi vítima de um golpe montado por pessoa, que apenas depois se soube ser conhecida pela polícia e pela Justiça”, afirmou o advogado do vereador em nota oficial.
A ação penal tramita na 5ª Vara Criminal de Brasília e ainda aguarda desfecho.
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