O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua plataforma Truth Social nas últimas 24 horas para inflamar disputas políticas e expandir os horizontes comerciais de sua empresa de mídia. Em uma série de publicações, o mandatário atacou diretamente decisões regulatórias estaduais e pavimentou o caminho para a monetização de suas próprias interações digitais.
Ataque à infraestrutura tecnológica
Em um dos posicionamentos de maior repercussão, Trump disparou críticas contra a governadora de Nova York, a democrata Kathy Hochul, devido à assinatura de um decreto que estabelece uma pausa de um ano na construção de grandes centros de dados automatizados (hyperscale data centers) no estado.
O presidente classificou os centros de dados como “ouro líquido” e repudiou a moratória. Na publicação, o mandatário afirmou: “Governor Kathy Hochul, for political reasons, has terminated all data centers being built or to be built in New York state … New York should change its policy immediately.”
Acesso privilegiado para Wall Street
Paralelamente às manifestações políticas, a empresa que gerencia a rede social do presidente, a Trump Media & Technology Group (TMTG), formalizou o lançamento do “Truth API” (ou Truth PSI). O novo serviço consiste em um feed de dados licenciado e pago, projetado para fornecer a bancos e empresas de negociação financeira de alta frequência o acesso mais rápido possível às postagens das contas mais influentes da rede.
A ferramenta visa atender organizações afetadas pelo custo do atraso de informações na bolsa de valores, uma vez que as postagens de Trump costumam movimentar os mercados globais. “Markets already move on Truth Social posts”, declarou Kevin McGurn, diretor executivo interino da companhia, em nota oficial sobre o novo modelo de negócios.
Ofensiva ideológica e segurança eleitoral
As postagens na Truth Social também ecoaram os discursos oficiais da Casa Branca. Trump endossou o lançamento de uma campanha global coordenada pelo governo americano voltada para conter o que classifica como redes de terrorismo da “esquerda radical”.
Além disso, o presidente reforçou as alegações de seu pronunciamento em horário nobre sobre a segurança das eleições, acusando a China de promover interferência de dados no sistema eleitoral norte-americano na véspera das eleições de meio de mandato.
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