18 de julho de 2026

Exportações para China, Europa e Índia compensam perda com EUA

Dados da ApexBrasil mostram que aumento das vendas para outros mercados foi seis vezes superior à queda nas exportações para os EUA
Foto de Ian Taylor na Unsplash

Exportações brasileiras para China, UE e Índia cresceram US$ 16,1 bi no 1º semestre de 2026, compensando queda nos EUA.
Vendas aos EUA recuaram US$ 2,6 bi; exportações para China subiram US$ 10,5 bi, UE US$ 3,1 bi e Índia US$ 2,5 bi.
ApexBrasil apoia empresas com R$ 130 mi para ampliar mercados e reduzir dependência do comércio com os EUA.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O avanço das exportações brasileiras para China, União Europeia e Índia mais do que compensou, no primeiro semestre de 2026, a retração das vendas aos Estados Unidos provocada pelas tarifas comerciais impostas pelo governo Donald Trump. Segundo dados apresentados nesta sexta-feira (17) pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o crescimento das exportações para esses três mercados foi cerca de seis vezes superior à perda registrada nas vendas para os norte-americanos.

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De acordo com o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, enquanto as exportações para os Estados Unidos recuaram aproximadamente US$ 2,6 bilhões no período, os embarques para outros importantes parceiros comerciais cresceram de forma expressiva: US$ 10,5 bilhões para a China, US$ 3,1 bilhões para a União Europeia e US$ 2,5 bilhões para a Índia.

Os números abrangem um período em que o comércio brasileiro com os Estados Unidos já sofria os efeitos do primeiro ciclo de tarifas adotado pela administração Trump, implementado em duas etapas ao longo do ano passado.

Diversificação reduz dependência do mercado norte-americano

Para Müller, os resultados refletem uma estratégia iniciada pelo governo federal ainda antes do agravamento das tensões comerciais, baseada na abertura de novos mercados para os produtos brasileiros e na ampliação dos acordos comerciais.

Segundo o dirigente, a política de diversificação vem reduzindo a dependência do mercado norte-americano e fortalecendo a presença brasileira em economias com elevado potencial de crescimento.

Além da expansão das exportações para China, Europa e Índia, a Apex destaca as negociações comerciais conduzidas pelo Mercosul com países como Índia, Japão e Canadá como instrumentos importantes para ampliar o acesso das empresas brasileiras a novos mercados.

Empresas exportadoras ampliaram destinos

Os dados apresentados pela agência também indicam que boa parte das empresas brasileiras apoiadas pela Apex conseguiu adaptar sua estratégia comercial diante das barreiras impostas pelos Estados Unidos.

Segundo Müller, 72% das 2,4 mil empresas exportadoras atendidas pela ApexBrasil que comercializam com os Estados Unidos passaram a exportar para pelo menos um novo mercado entre junho de 2025 e maio de 2026.

Na avaliação da agência, esse movimento demonstra maior resiliência das empresas brasileiras diante das mudanças no comércio internacional e reduz a exposição a riscos concentrados em um único parceiro comercial.

Para consolidar esse processo, a ApexBrasil anunciou um novo pacote de R$ 130 milhões, com início previsto para agosto, voltado ao apoio das empresas brasileiras na prospecção de novos mercados internacionais.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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