20 de julho de 2026

Venda ilegal de documentos históricos preocupa Arquivo Nacional

Órgão recuperou recentemente documento assinado pelo Duque de Caxias e soma 10 casoso de venda ilegal de documentos nos últimos três anos

Arquivo Nacional identificou dez casos de venda ilegal de documentos históricos brasileiros em leilões nos últimos três anos.
Instituição cria setor específico para combater comércio criminoso e recuperar documentos desviados do acervo público.
Com apoio da Polícia Federal, Arquivo recuperou documentos valiosos, como um assinado pelo Duque de Caxias sobre telégrafo.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Nos últimos três anos, o Arquivo Nacional identificou pelo menos dez casos de venda ilegal de documentos históricos brasileiros em leilões. De acordo com o órgão federal, responsável pela guarda desse acervo, esse tipo de comércio criminoso tem crescido no país.

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Diante disso, a instituição está estruturando um setor específico para tratar dessas ocorrências e assegurar a recuperação dos documentos desviados.

O diretor de Processo Técnico, Preservação e Acesso Técnico ao Acervo do Arquivo Nacional, Thiago Vieira, afirma que há um volume significativo de documentação pública sendo comercializada de forma irregular. Ele explica que o Arquivo tem intensificado a análise de ofertas em sites de leilão espalhados por todo o país, atuando diretamente na busca por esses materiais.

Segundo Vieira, o objetivo dessas ações é devolver o patrimônio público ao seu local de origem — o próprio Arquivo Nacional.

Um exemplo dessa atuação aconteceu há três anos, quando a instituição, com o apoio da Polícia Federal, conseguiu recuperar cinco documentos que estavam sendo leiloados ilegalmente pela internet. Um deles, assinado pelo Duque de Caxias, registra a instalação de uma linha terrestre de telégrafo que conectaria dois estados brasileiros.

A chefe do Serviço de Diplomática e Paleografia do Arquivo Nacional, Alícia Duhá Lose, ressalta a importância histórica desses materiais. Segundo ela, são documentos que representam momentos emblemáticos da história do Brasil e ajudam a preencher lacunas que a historiografia nacional ainda não alcançou.

Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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