4 de agosto de 2026

Há 20 anos, filho de Lula é alvo da PF em toda eleição presidencial; amigo revela ao GGN o que a grande mídia ignora sobre Fábio Luís

Aroldo Camillo Filho, amigo de Fábio Luís, fala sobre perseguições, relação com Roberta Lushsinger e mudança para a Espanha; assista

Faltando dois meses para o primeiro turno da eleição de 2026, quando Lula tentará seu quarto mandato como presidente da República, seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, apelidado pela grande mídia de “Lulinha”, já virou alvo de dois inquéritos policiais em andamento e do pedido de instauração de um terceiro procedimento investigado sobre suposto tráfico de influência. “Lulinha”, mais uma vez, é tratado como suspeito de vender acesso ao governo federal em troca de vantagens indevidas. Para ele, nenhuma novidade.

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Desde 2006 – ou seja, há 20 anos, sem exceções – Fábio Luís entra na mira da Polícia Federal em anos eleitorais, quase sempre pelo mesmo motivo: suspeita de tráfico de influência. Em todas as vezes, os inquéritos foram arquivados sem provas. Ele não possui nenhum imóvel em seu nome. Vive de aluguel. Construiu sua trajetória profissional tijolo por tijolo (saiba como aqui). Não tem patrimônio multi milionário, nem os contatos que os filhos de Jair Bolsonaro cultivam junto à Polícia Federal. Mas é nivelado junto a eles por setores irresponsáveis da imprensa que têm “fetiche” em tratar filhos de presidentes como corruptos.

Em entrevista exclusiva ao jornalista Luís Nassif, para o canal TV GGN, o advogado e amigo pessoal de Lulinha, Aroldo Camillo Filho quebrou o silêncio sobre os bastidores da vida de Fábio Luís e falou com exclusividade sobre as “perseguições” e “assédio” enfrentados pela família; da amizade de “Lulinha” com a lobista Roberta Lushsinger (também alvo da PF no recente escândalo do INSS); da relação e viagem feita com Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e da necessária mudança com a família para a Espanha, entre outros pontos.

Para Camillo Filho, que é o autor de artigo publicado no GGN sobre a ascensão profissional de Fábio Luís, “a situação é esquizofrênica”. “Não importa quem esteja na Presidência, o Fábio é alvo da Polícia Federal, enquanto os filhos do Bolsonaro são protegidos”, disse ele, lembrando dos casos de rachadinha do clã Bolsonaro e do enriquecimento supostamente ilícito de Flávio Bolsonaro, candidato a presidente no lugar do pai Jair, que está preso por tentativa de golpe de Estado.

Confira, abaixo, os principais trechos da entrevista com o amigo de “Lulinha”. O vídeo está disponível ao final desta matéria:

Inquéritos em anos eleitorais

“Desde a eleição de 2006, sem exceção, em todas as eleições, de uma forma ou de outra, existem um, dois, três inquéritos policiais contra ele [Fábio Luís]. Existe um fetiche específico [por Fábio não estar publicamente na política]. O Fábio, acho que as pessoas sequer conhecem a voz dele. Ele não possui um único imóvel, mora de aluguel. Esse fetiche é utilizado como máquina eleitoral, querendo comparar ele com os filhos de Jair Bolsonaro que estão na política. Isso começou com o Paulo Henrique, filho do Fernando Henrique Cardoso, quando ele comprou uma casa na praia, na Bahia. De lá para cá, todos os filhos de presidentes são envolvidos de alguma forma [em denúncias], e toda eleição o Fábio Luís é incluído.

Invenção de “Lulinha”

“Lulinha é a mesma coisa que Mensalão. Ele nunca teve esse apelido. É depreciativo, pejorativo e fruto da imprensa que criou esse nome faz anos.”

Amizade com Roberta Luchsinger

“Ele [Fábio Luís] vive uma solidão reflexa do poder porque não pode ir à rua, não pode comer um pastel na feira. A perseguição dele é brutal e a solidão limita demais as amizades. A Roberta tem relação pessoal com ele e com a esposa dele, de longa data. É uma relação íntima que está se refletindo nela [Roberta Lushsinger também é investigada pela Polícia Federal]. Não é a primeira vez que ela está trabalhando com isso [lobby]. Várias outras empresas trabalham com isso. É uma área, inclusive, que tem projeto de lei para ser regulamentada, mas está parado no Congresso. O fato de ela entrar 40, 50 vezes nos órgãos públicos [como noticiou o Estadão no dia 3 de agosto de 2026] é da natureza do trabalho dela. Ela está sofrendo uma perseguição reflexa, porque para atingir o Fábio, tem que atingir ela. E não encontraram absolutamente nada.”

Careca do INSS

“A relação entre Antônio Carlos Camilo Antunes [Careca do INSS] é pretérita ao relacionamento que o Fábio passou a ter [a partir de 2024]. Essa viagem para Portugal surgiu de um interesse dele em um investimento na produção de cannabis, que se vinculou inicialmente por questão familiar e, posteriormente, ele foi convidado a fazer aquela visita [a uma fábrica lusitana]. Ele acabou não se interessando por fazer o projeto, e tem mais: a regulamentação e a legislação não foram concluídas, então não haveria como fazer esse investimento.”

[Nota da redação: Fábio Luís ja confirmou que realizou uma viagem a Portugal em novembro de 2024 com os custos pagos pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, com o objetivo de conhecer uma fábrica e uma plantação de cannabis medicinal, um projeto conhecido por “World Cannabis”. A defesa afirma “Lulinha” não fechou negócios, não investiu e não firmou parcerias comerciais decorrentes da viagem.]

Mudança para a Espanha

“Ele não tem um imóvel, vive de aluguel e as crianças são humilhadas na escola diariamente. Então ele começou o projeto de se mudar para a Espanha em 2024. Se transferiu em 2025, e as crianças e a esposa se mudaram em julho 2025 por conta da escola. [Ou seja, a mudança é anterior às denúncias recentes] e a Polícia Federal sabe da mudança, porque ele teve de transferir o domicílio fiscal do Brasil para a Espanha. Ele está residindo e trabalhando lá, e já está sofrendo o assédio. Jornalistas da revista Veja, por exemplo, fazem plantão na porta da casa e do escritório dele. Ele teve, inclusive, que mudar de local de trabalho por conta disso.”

Perseguição e silêncio

“Essa situação é esquizofrênica. Não importa quem esteja na Presidência, o Fábio é alvo da Polícia Federal, enquanto os filhos do Bolsonaro são protegidos.”

“Qualquer um que ouse discordar do que diz a grande imprensa [sobre Lulinha], é vítima [de ataques] também. O mais simpático que recebi é que ‘amigo de ladrão também é ladrão’.”

“O fato dele não se manifestar publicamente transforma ele numa pessoa não-humana. Mas ele tem uma assessoria jurídica que o orientou a não se manifestar.”

Assista a entrevista abaixo:

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Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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