4 de agosto de 2026

SUS amplia para 100 mil o número de teleatendimentos mensais para vício em apostas online

Medida acompanha tendência de procura por ajuda: mais de 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão de plataformas de jogos, das quais 35% admitiram perda de controle sobre as apostas
© Bruno Peres/Agência Brasil

O Ministério da Saúde ampliou, a partir desta terça-feira (4), a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar até 100 mil teleatendimentos por mês voltados a pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas online.

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O serviço, lançado em março, atendia inicialmente uma média de 600 pessoas por mês. Segundo o ministério, o salto na oferta foi motivado pela alta demanda registrada desde então.

O atendimento é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, fruto de parceria entre o Ministério da Saúde, o Ministério da Fazenda e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). De forma remota, sigilosa e acolhedora, o serviço oferece orientação e acompanhamento profissional e funciona como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

Levantamento do ministério mostra que, até o momento, mais de 1 milhão de pessoas já solicitaram a autoexclusão do CPF de sites e aplicativos de apostas por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, ferramenta vinculada ao Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas. Entre os motivos informados, 35% relataram ter recorrido à autoexclusão por perda de controle sobre as apostas.

Sinais de alerta

O ministério lista uma série de sinais que podem indicar problemas com apostas:

  • alterações no sono, na alimentação ou no humor;
  • mentir para familiares e amigos sobre as apostas;
  • sentimentos de vergonha e culpa relacionados ao jogo;
  • ansiedade, irritabilidade e inquietação fora dos momentos de aposta;
  • uso do jogo como válvula de escape para estresse ou frustração;
  • dificuldade para reduzir ou interromper o hábito;
  • prejuízo nas relações pessoais e profissionais;
  • aumento no consumo de álcool e outras drogas;
  • comprometimento do orçamento pessoal ou familiar por causa dos gastos com apostas.

Fatores de risco

A pasta também aponta condições que podem aumentar a vulnerabilidade ao vício em apostas:

  • contato precoce com jogos de aposta;
  • facilidade de acesso a plataformas online;
  • busca por alívio emocional ou fuga de problemas;
  • histórico de transtornos mentais, como depressão e ansiedade;
  • impulsividade e necessidade de recompensas imediatas;
  • influências sociais e culturais que romantizam o jogo;
  • solidão e isolamento social;
  • vulnerabilidade social.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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