9 de agosto de 2026

Pais estão menos presentes na criação dos filhos, aponta estudo

Em contrapartida, oito em cada dez brasileiros consideram alta ou muito alta a importância da figura paterna na vida dos filhos
Foto: Simon Reza on Unsplash

Metade dos brasileiros acredita que pais atuais são menos presentes na criação que os de gerações anteriores, diz estudo Nexus.
Oito em cada dez brasileiros consideram alta a importância da figura paterna no desenvolvimento dos filhos.
Para 49%, ser presente no dia a dia é a principal característica de um “bom pai”, superando o papel de provedor financeiro.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Metade dos brasileiros acredita que os pais de hoje estão menos presentes na criação dos filhos do que os das gerações anteriores. Em contrapartida, oito em cada dez brasileiros consideram alta ou muito alta a importância da figura paterna na vida dos filhos.

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A constatação é de um estudo do Instituto Nexus, que ouviu 2.013 pessoas de diferentes regiões do país. Um dos pontos que se destacaram na pesquisa foi a divergência de percepção sobre o papel do pai entre homens e mulheres.

Entre as mulheres, 56% acreditam que os pais participam menos do que antes, enquanto 31% consideram que estão mais presentes hoje. Já entre os homens, a percepção é mais equilibrada: 44% acham que a participação paterna aumentou, e outros 44% avaliam que ela diminuiu.

Quanto à importância da paternidade, 81% dos homens a classificam como alta ou muito alta para o desenvolvimento dos filhos, contra 73% das mulheres. Ao considerar a faixa etária, o levantamento mostra que 82% dos jovens entre 16 e 24 anos veem essa importância como alta, percentual que cai para 62% entre pessoas com 60 anos ou mais.

“Bom pai”

O estudo também investigou a definição prática de um “bom pai” na visão dos brasileiros. Para 49% dos entrevistados, a principal característica é “ser presente no dia a dia”. Em seguida aparecem educar e orientar com limites (19%), demonstrar carinho e afeto (8%), dar o exemplo (7%) e oferecer segurança financeira (3%).

A presença diária é apontada como o atributo mais relevante por 53% das mulheres, ante 45% dos homens. Já a imposição de limites na educação é considerada o principal traço por 21% do público masculino e 17% do feminino.

O convívio paterno no cotidiano é mais valorizado pela população de 25 a 40 anos (56%) e pela de 16 a 24 anos (55%). Entre os mais velhos, a educação ganha mais peso como característica central: o índice sobe para 24% na faixa de 41 a 49 anos e para 26% entre os que têm 60 anos ou mais.

O brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é aquele presente no dia a dia, deixando para trás a figura do mero provedor financeiro. O desafio agora está na prática”, avalia Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

O fato de metade da população enxergar os pais de hoje como menos participativos do que os do passado mostra que o discurso avançou mais rápido do que a mudança real de comportamento dentro de casa”, acrescenta.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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