12 de agosto de 2026

BNDES amplia crédito e registra lucro recorrente de R$ 9,2 bi no primeiro semestre

Resultado cresce 25% em um ano enquanto banco amplia financiamentos para infraestrutura, agro e pequenas empresas
Edifício sede do BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, no Centro do Rio. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, resultado 25% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em 12 meses encerrados em junho, o lucro recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, o maior resultado da história do banco nesse intervalo.

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O desempenho financeiro veio acompanhado de uma expansão significativa da atuação do banco como financiador da economia. Entre janeiro e junho, as aprovações de crédito cresceram 52%, para R$ 110,6 bilhões. Os desembolsos, que representam os recursos efetivamente liberados, somaram R$ 74,8 bilhões, alta de 37% na comparação anual.

O crescimento ocorreu principalmente em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico. As aprovações para infraestrutura chegaram a R$ 46 bilhões, aumento de 91% em relação ao primeiro semestre de 2025. No setor agropecuário, foram R$ 24,8 bilhões, alta de 46%.

Também houve expansão do crédito para micro, pequenas e médias empresas. As aprovações destinadas a esse grupo chegaram a R$ 64,8 bilhões, crescimento de 22% no período.

Banco ultrapassa R$ 1 trilhão em ativos

A expansão do crédito ocorre junto ao crescimento do patrimônio do banco. Em junho, os ativos totais do BNDES chegaram a R$ 1,058 trilhão, ultrapassando pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão. A carteira de crédito expandida alcançou R$ 684 bilhões, crescimento de 14% em relação ao ano anterior.

O resultado também é acompanhado por um nível reduzido de inadimplência. O índice ficou em apenas 0,05%, muito abaixo da média do sistema financeiro brasileiro.

Os números mostram uma mudança importante na trajetória recente do banco público. Ao mesmo tempo em que preserva uma posição financeira robusta, o BNDES vem ampliando a oferta de crédito para investimentos produtivos, infraestrutura, agropecuária e empresas de menor porte.

O desempenho ocorre em um contexto de juros ainda elevados no país, o que torna o financiamento de longo prazo mais caro e pode dificultar projetos de investimento. Nesse cenário, a atuação de um banco de desenvolvimento ganha relevância justamente por oferecer alternativas de financiamento que não dependem exclusivamente das condições praticadas pelo sistema bancário comercial.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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