29 de agosto de 2026

Preços da indústria caem 0,83% em julho, aponta IBGE

Queda mantém trajetória negativa iniciada em maio e ocorre em meio à redução dos preços cobrados pelos produtores industriais
Foto de Fabio Teixeira via pexels.com

Preços da indústria brasileira caíram 0,83% em julho, mantendo queda iniciada em maio, segundo IBGE.
Refino de petróleo e biocombustíveis foi o maior impacto negativo na variação industrial em julho.
Acumulado no ano é de alta de 3,09%, com destaque para eletrônicos, borracha, plástico e produtos químicos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Os preços praticados pela indústria brasileira recuaram 0,83% em julho, na comparação com junho, segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O resultado mantém a sequência de variações negativas observada nos meses anteriores e reforça a desaceleração dos preços na saída das fábricas: o IPP recuou 0,77% em junho, depois de uma queda de 0,30% em maio.

Em abril, por outro lado, os preços industriais haviam avançado 2,63%, com alta em 21 das 24 atividades pesquisadas.

A sequência mostra uma mudança importante no comportamento dos preços ao longo do segundo trimestre e início do terceiro: depois de uma forte aceleração em abril, os preços industriais passaram a registrar quedas consecutivas.

Na análise mensal, o segmento de refino de petróleo e biocombustíveis foi o maior destaque na comparação entre julho e junho: a atividade foi responsável por -0,56 ponto percentual (p.p.) de influência na variação de -0,83% da indústria geral.

Outras atividades que também sobressaíram foram outros produtos químicos (-0,39 p.p.), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (0,27 p.p.) e indústrias extrativas (-0,19 p.p.).

O acumulado no ano foi de 3,09%. Em 2025, a taxa acumulada até o mês de julho havia sido de -3,43%.

Entre as atividades que tiveram as maiores variações no acumulado no ano, sobressaíram: equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (17,56%), borracha e plástico (14,35%), outros produtos químicos (11,51%) e impressão (6,68%).

Na composição do resultado agregado da indústria, na perspectiva deste mesmo indicador (acumulado no ano), as principais influências foram registradas em outros produtos químicos (0,89 p.p.), borracha e plástico (0,57 p.p.), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (0,40 p.p.) e metalurgia (0,23 p.p.).

Entre as grandes categorias econômicas, a variação de preços em julho frente a junho repercutiu da seguinte maneira: 2,75% de variação em bens de capital (BK); -1,83% em bens intermediários (BI); e -0,10% em bens de consumo (BC), sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de -0,37%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de -0,05%.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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