4 de junho de 2026

The Guardian: Bolsonaro “aboliu” os Direitos Humanos em favor dos “valores familiares”

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Jornal GGN – O jornal The Guardian repercutiu a nomeação da pastora Damares Alves para ser a titular do Ministério dos Direitos Humanos turbinado com a pasta de Mulheres e a Funai. Na visão do jornal estrangeiro, o “presidente eleito de extrema direita” Jair Bolsonaro praticamente “aboliu” os Direitos Humanos como é atualmente para dar lugar a uma visão “conversadora” da família e valores morais no setor.

“O plano, anunciado na quinta-feira, provocou protestos de grupos feministas, ativistas indígenas e ativistas LGBT, que temem que isso indique que os direitos humanos serão rebaixados sob o novo governo”, apontou o jornal.

Damares é advogada, pregadora evangélica, assessora parlamentar e “co-fundadora de um grupo que resgata crianças indígenas de situações de perigo e evangeliza em comunidades indígenas.”

“Ela se opõe ao aborto – ilegal no Brasil na maioria dos casos – acredita que as mulheres nasceram para serem mães e disse que planeja trabalhar para as pessoas ‘invisíveis’ na sociedade, como ciganos e mulheres que cortam cana-de-açúcar e usam borracha.”

Guardian destacou a frase dita por Damares em 2016, sobre ser a “hora de a igreja governar” e observou que ela deve atender ao anseio de Bolsonaro em reduzir as áreas de reserva indígena já que a meta do capitão da reserva é aumentar a exploração nesses lugares.

Para Cleber Buzatto, secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário, um grupo ligado à conferência de bispos do Brasil, a nomeação de Damares é um risco à comunidade indígena do ponto de vista cultura.

“Alves, que tem uma filha indígena adotiva, é uma das fundadoras do Atini – Voz Pela Vida, um grupo que luta contra o infanticídio de crianças deficientes e não desejadas, uma prática em algumas comunidades indígenas remotas. A página do grupo no Facebook também mostra seus membros pregando em aldeias indígenas.” Está ligado ao grupo missionário Jovens Com Uma Missão, cuja missão é “pregar o evangelho a todas as criaturas do mundo”.

Em condição de anonimamente, um funcionário da Funai disse que os funcionários ficaram “desnorteados” com a decisão de Bolsonaro. “Eles escolheram o pior possível [pessoa]. Estamos em estado de choque”, disse o funcionário.

Sob a “presidência de esquerda Dilma Rousseff”, diz o The Guardian, “o Brasil teve um ministério de mulheres, igualdade racial e direitos humanos, que seu sucessor Michel Temer rebaixou em uma secretaria para políticas femininas, primeiro no ministério da justiça, em junho deste ano para o ministério de direitos humanos.”

“Carolina Oms, diretora editorial da revista AzMina, disse que a decisão de Bolsonaro de agrupar mulheres, família e direitos humanos em um único ministério mostrou o pouco respeito que ele tinha pelos assuntos em questão.”

Bolsonaro expressou repetidamente opiniões homofóbicas ao longo dos anos. Mas Alves defendeu o casamento gay – que é legal no Brasil – na quinta-feira. Toni Reis, diretor-presidente do grupo Aliança Nacional LGBTI (Aliança Nacional LGBTI), disse que trabalharia para encontrar um terreno comum com ela.

“Temos muitas divergências com ela e algumas semelhanças”, disse ele. “Vai ser muito difícil fazer avanços, mas não vamos aceitar ir para trás.”

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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8 Comentários
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  1. Benilton

    9 de dezembro de 2018 2:32 pm

    Cada coisa no seu lugar
    A desonestidade intelectual não deve pautar o jornalismo, e nem as instituições. Essas declarações da “pastora” Damares foram registradas num culto, para uma platéia cativa das suas ovelhas. Não é para nós. Não é proposta de trabalho. Cada coisa no seu lugar. O Bolsomito não assinou nem um projeto de lei ainda. O The Guardian está muito apressado.

    1. Anarquista Lúcida

      9 de dezembro de 2018 6:28 pm

      Troll pago no pedaço

      Prestemos atençao. Nao cadastrado, novo aqui, segundo comentário em que o vejo defendendo Bolsonaro. Escolheu este blog para isso? Pouco provável. 

      1. Benilton

        9 de dezembro de 2018 7:22 pm

        Bobagem
        Outra bobagem escrita por uma anônima. Não se usa afirmações fora do contexto para argumentar a favor ou contra. Fizeram essa covardia com o Lula e Dilma. Isso se chama desonestidade intelectual.

        1. Marcos Marques de Sousa Trindade

          10 de dezembro de 2018 3:06 pm

          Anônima? A Anarquista Lúcida

          Anônima? A Anarquista Lúcida é uma das cometaristas mais antigas do blog. Querendo ditar regras e posar de isento falando sobre covardia com Lula e Dilma, ao mesmo tempo que defende Bolsonaro. Isso não cola aqui.

          1. Anarquista Lúcida

            11 de dezembro de 2018 7:52 pm

            Obrigada, Marcos

            .

        2. Anarquista Lúcida

          11 de dezembro de 2018 7:50 pm

          Prova de que nao conhece nada do Blog

          Sou cadastrada aqui (e nos blogs anteriores do Nassif) há MAIS DE 10 ANOS… Sempre com o mesmo nick, é assim que todos me conhecem. Se eu quisesse ficar anônima aqui, usaria o meu nome da vida offline.

  2. Jose mestre Carpina

    9 de dezembro de 2018 3:33 pm

    Missão dada….

    A  escolha alucinada  foi  feita  no último pleito…Agora, é  tarde pra  se arrepender !!!

  3. Maria Luisa

    9 de dezembro de 2018 4:28 pm

    Direitos humanos para quem não sabe respeitar o diferente?

    Acho que os valores dos Bolsonaro é dinheiro, muito dinheiro. A familia é importante, principalmente a deles, mas uma familia feita do tripé pai-mãe-filhos, em que o patriarcado é absolutista. Definitivamente não esperava nada de bom para o Direitos Humanos desse governo. 

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