26 de setembro de 2026

Lula cobra ação de empresários em projeto de país

Em jantar com empresários, presidente destaca que crescimento, política industrial, responsabilidade e soberania devem integrar mesmo projeto
Foto: Ricardo Stuckert

Lula pediu participação empresarial para definir o futuro do Brasil em jantar com empresários em São Paulo.
Defendeu política industrial, investimentos em tecnologia e educação para valorizar recursos e ampliar mercado.
Enfatizou reforma política, autonomia externa e estabilidade para desenvolvimento, vinculando projeto econômico à eleição.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que o Brasil precisa definir que país pretende construir e cobrou do setor empresarial participação nesse projeto. O pronunciamento foi feito nesta sexta-feira (25/09), durante jantar com empresários realizado em São Paulo.

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Em discurso, Lula associou desenvolvimento econômico à inclusão social, responsabilidade fiscal, política industrial, soberania nacional e fortalecimento da democracia.

Ao falar para empresários e profissionais liberais, o presidente apresentou um balanço de governos anteriores e de seu atual mandato, além de defender a necessidade de investimentos em indústria, infraestrutura, educação e tecnologia.

Lula afirmou que a estabilidade fiscal deve ser tratada como uma obrigação de qualquer governo e não como um mérito. Segundo ele, o equilíbrio das contas públicas é necessário para evitar que os custos dos desequilíbrios recaiam sobre a população mais pobre.

O presidente também defendeu que a responsabilidade fiscal seja acompanhada de responsabilidade social. Em sua avaliação, políticas de redução de gastos que atinjam a Previdência ou programas de inclusão social podem ampliar a pobreza.

“Eu não me conformo com salário mínimo de R$ 2.000 ou R$ 3.000”, afirmou, ao defender o aumento da renda dos trabalhadores. Para Lula, a elevação dos salários também amplia o mercado consumidor e, consequentemente, pode estimular a produção empresarial.

Ao tratar de seu histórico político, o presidente citou Getúlio Vargas e seus próprios governos como momentos de ampliação de políticas de inclusão social no país. Também afirmou que o Brasil precisa combinar crescimento econômico com redução da pobreza.

Indústria, tecnologia e soberania

Outro eixo do discurso foi a defesa de uma política industrial voltada à agregação de valor no Brasil. Lula afirmou que a exploração de minerais críticos e terras raras deve estar associada à transformação e industrialização desses recursos no país, em vez de limitar o Brasil à exportação de matérias-primas.

O presidente disse que não é contrário à participação de empresas estrangeiras, mas defendeu que os investimentos externos estejam vinculados à transferência de conhecimento e ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.

“A gente não pode permitir que a energia que é produzida pro consumo da sociedade seja utilizada para data center”, afirmou, ao tratar da expansão dos centros de processamento de dados. Ao mesmo tempo, defendeu que o país desenvolva sua própria infraestrutura de dados e inteligência artificial.

Lula também relacionou esse projeto ao investimento em educação e à formação de jovens para o setor digital. Citou como exemplo um estudante brasileiro que, segundo ele, venceu uma competição internacional de engenharia digital realizada na China.

O presidente afirmou que o país precisa de empresários dispostos a investir em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional e mencionou áreas como indústria, siderurgia, construção, setor automotivo, indústria naval e tecnologia.

Eleição, democracia e reforma política

Ao final do discurso, o presidente transformou a definição do projeto econômico em uma questão eleitoral, destacando que não se tratava apenas da escolha entre candidatos, mas de decidir entre diferentes projetos para o país.

Lula defendeu estabilidade política e jurídica como condições para o desenvolvimento e criticou o que chamou de perda da capacidade de argumentação no debate público, em referência ao ambiente político e às redes sociais.

Lula também voltou a defender uma reforma política e afirmou que o Congresso Nacional não deveria concentrar parcela tão grande do orçamento da União. Segundo ele, a sociedade precisa discutir mudanças no sistema político e na escolha dos integrantes da Suprema Corte.

Ao abordar a política externa, o presidente defendeu que o Brasil mantenha autonomia diante das grandes potências e citou a disputa internacional por minerais críticos e terras raras. “Enquanto eu for presidente, o dono disso aqui chama-se povo brasileiro”, afirmou.

A íntegra do discurso pode ser vista no vídeo abaixo.


Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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