2 de outubro de 2026

No Flow Podcast, Lula reage a investigação sobre Fábio Luís, detona Lava Jato e critica grande mídia

Presidente diz que PF deve investigar Lulinha sem proteção, critica debates da Globo e volta a acusar Moro e Dallagnol
Lula durante entrevista ao Flow Podcast, no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF). | Foto: Ricardo Stuckert.

▸ Presidente Lula falou sobre investigações envolvendo seu filho e empresários, negando interferência do governo.

▸Lula criticou a imprensa, debates tradicionais e detonou Operação Lava Jato e seus métodos.

▸ Entrevista no Flow Podcast teve 1,6 milhão de espectadores, três dias antes do primeiro turno eleitoral.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Em uma entrevista de cerca de duas horas concedida ao Flow Podcast, nesta quinta-feira (1º) gravada na residência oficial da Presidência, em Brasília, o presidente Lula (PT) abordou abertamente os desdobramentos de investigações que citam empresários e até familiares. Durante a conversa, o mandatário buscou afastar o governo de suspeitas de favorecimento, direcionou críticas à grande mídia e voltou a rechaçar o legado da Operação Lava Jato.

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A transmissão foi ao ar no horário do debate presidencial cancelado pela TV Globo. Servindo de palco de exposição para o candidato à reeleição, a entrevista alcançou mais de 1,6 milhão de espectadores simultâneos a três dias do primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (4).

Investigação sobre Fábio Luís e críticas a lobista

Questionado sobre as apurações da Polícia Federal que investigam suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o presidente afirmou que não haverá interferência do Palácio do Planalto nos trabalhos dos investigadores.

“Eu duvido que meu filho tenha feito lobby com qualquer ministro meu, tenha conversado com alguém a respeito disso. Apareceu nome do meu filho, eu quero que inquérito ande, ele vai ter que prestar depoimento […] ele não terá proteção da PF a meu pedido“, declarou Lula.

Ao comentar a relação de Lulinha com a empresária Roberta Luchsinger, investigada por suspeita de irregularidades no Ministério da Saúde e descontos indevidos no INSS, o chefe do Executivo fez uma comparação direta com o empresário Daniel Vorcaro, alvo de apurações sobre fraudes financeiras.

“Agora, pelo o que eu sei, ela é uma pilantra muito grande. Ela muito se assemelha ao Vorcaro, porque o Vorcaro conseguiu enganar um monte de gente e ela também parece que enganou um monte de gente. Deve ser o Vorcaro feminino, porque ela conseguiu passar por muita gente, conversar com muita gente. Pelo o que sei de conversa no celular, mente muito“, afirmou o presidente.

Apurações sobre Vorcaro, imprensa e Lava Jato

Sobre as suspeitas envolvendo Daniel Vorcaro, o presidente defendeu o aprofundamento das investigações sobre o uso de jatos privados por políticos e figuras públicas. “Porque esse tal de Vorcaro não era apenas um ladrão, ele era o mágico“, disse Lula citando as relações do ex-banqueiro com figuras públicas de grande impacto.

“Ele [Vorcaro] envolvia todo mundo, até o Luciano Huck; um cara que dizia não ser político, cara moderno que não está na política. De repente, a gente descobre que ele viajava no avião do Vorcaro para baratear os custos do programa dele junto à Globo. De repente, a gente percebe que o Will Bank é que financiava o programa dele“, lembrou o petista.

Durante a transmissão, o presidente voltou a criticar o formato tradicional dos encontros organizados pelos meios de comunicação e justificou sua preferência por mídias alternativas. “Sinceramente, acho que esses debates são infrutíferos, não produzem nada, não dá sequência. O pessoal começa a fazer gracinha e quando você está numa disputa para presidente da República, é uma coisa mais séria. Você está discutindo o país, está discutindo o povo brasileiro, a soberania brasileira. Você não está discutindo quem vai lacrar“, declarou.

Por fim, ao relembrar a atuação da Operação Lava Jato, o presidente reiterou críticas aos métodos adotados por procuradores e magistrados, defedindos pela grande mídia, sustentando que os processos visavam retirá-lo da vida pública e influenciar a política nacional.

“Eu poderia ter saído do Brasil. Eu poderia ter ido para uma embaixada. Mas eu resolvi ir para a Polícia Federal porque eu queria provar o canalha que era o Moro. Queria provar o bandido que era o Dallagnol. E queria provar que a imprensa brasileira foi cúmplice dessa infâmia jurídica“, afirmou.

“Minha mãe não viveu para ver tudo isso, mas me ensinou: caráter e dignidade a gente não aprende na escola e não compra em supermercado; a gente nasce com eles. A história já colocou cada um no seu lugar. O Moro virou um pária político e a verdade sobre a farsa que montaram está gravada para sempre”, completou o presidente.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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