25 de outubro de 2026

Ministério da Igualdade Racial aciona órgãos para apurar caso de racismo em ato pró-Flávio Bolsonaro

Vídeo mostra apoiador do candidato conduzindo homem negro acorrentado durante manifestação no Rio
Crédito: Reproduçãoo/ Youtube UOL

Ministério da Igualdade Racial pediu investigação sobre crime racista em ato pró-Flávio Bolsonaro na Barra da Tijuca, RJ.
Vídeos mostram homem negro acorrentado e humilhado em manifestação com Flávio Bolsonaro e políticos do PL e Republicanos.
Deputada Anielle Franco acionou ministério por racismo no RJ e intolerância religiosa em ato bolsonarista em Belo Horizonte.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Ministério da Igualdade Racial enviou, na manhã deste domingo (25), ofícios ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro pedindo a investigação de um episódio classificado como crime racista, ocorrido durante manifestação em apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

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O caso aconteceu no sábado (24), no último ato de campanha do senador, na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Vídeos divulgados em redes sociais e sites de notícias mostram um militante branco conduzindo um homem negro acorrentado. Flávio estava em um trio elétrico ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL).

Nas imagens, o apoiador veste calça e jaqueta verde e branco com aplicações da bandeira do Brasil, além de camisa e tênis azuis. O homem acorrentado usa camisa listrada em vermelho e preto e bermuda preta, e carrega um tridente. O militante se refere a ele como “Luladrão”, “Satanás” e “Capiroto”.

Em nota, o ministério afirmou ser “inaceitável que uma pessoa negra seja acorrentada e humilhada”, ao reproduzir uma dinâmica que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece como o maior crime já cometido contra a humanidade. A pasta acrescentou que cenas como essa, sobretudo em contexto eleitoral, evidenciam as marcas que o período escravagista ainda deixa no país.

Intolerância religiosa

Mais cedo, a deputada federal eleita pelo Rio Anielle Franco (PT) anunciou, no X, que acionaria o ministério para tratar tanto do caso do Rio quanto de um episódio de intolerância religiosa em Belo Horizonte, também em ato bolsonarista. Na capital mineira, uma mulher rasgou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante manifestação pró-Flávio.

“Falamos de mobilização e virada de votos, mas também de dois absurdos: racismo na Barra e intolerância religiosa em BH. Vou procurar o Ministério da Igualdade Racial para entender as medidas cabíveis. Não vamos deixar passar!”, escreveu Anielle, após participar de uma transmissão ao vivo com Janones, Muka e Rafael Infante.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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