29 de outubro de 2026

Comissão avalia impeachment de Ricardo Nunes por suspeita de uso da máquina no 2º turno

Denúncia aponta redução da frota de ônibus e coação de servidores na eleição; colegiado tem 10 dias para emitir parecer
Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

▸ A Câmara de São Paulo instalou comissão para analisar pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes por denúncias eleitorais.

▸ Denúncias incluem redução da frota de ônibus no dia da eleição e suposto assédio político a servidores para campanha.

▸ Comissão tem 10 dias para parecer; avanço depende de 33 votos no plenário para abrir investigação formal.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Câmara Municipal de São Paulo instalou uma comissão especial para analisar um pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). O grupo, composto por sete vereadores, realiza sua primeira reunião nesta quinta-feira (29), às 16h30, na Sala Tiradentes, para avaliar denúncias de descumprimento de ordem judicial e uso da máquina pública durante o segundo turno das eleições presidenciais, no último domingo (25).

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O requerimento foi protocolado no próprio dia da votação pelos parlamentares Celso Giannazi, Amanda Paschoal e Silvia da Bancada Feminista, todos do PSOL. O colegiado recém-formado tem o prazo de dez dias para apresentar um parecer que recomende ou não o prosseguimento da denúncia no Legislativo paulistano.

Frota reduzida e pressão política

A principal acusação contra o emedebista envolve a operação do transporte público da capital. A Justiça Eleitoral havia determinado a circulação de 100% da frota de ônibus para assegurar o direito de deslocamento dos eleitores. No entanto, a denúncia aponta que o município manteve apenas 60% dos coletivos nas ruas durante a maior parte do dia, gerando queixas de paulistanos que não conseguiram chegar aos locais de votação.

Além do gargalo no transporte, o pedido de afastamento relata suspeitas de assédio político. Ocupantes de cargos comissionados da prefeitura teriam sido coagidos a participar de atividades de campanha. Se comprovada, a prática pode configurar uso indevido da estrutura pública em benefício eleitoral.

Polarização e protestos

Em entrevista ao ICL Notícias, a vereadora Amanda Paschoal cobrou a responsabilização de Nunes por seu alinhamento político na disputa presidencial.

“O presidente Lula venceu as eleições de forma inquestionável. Mas o bolsonarismo, impregnado pelo golpismo, não desistiu. E Ricardo Nunes fez parte disso e agora não pode se esconder”, declarou. A parlamentar também mirou a aliança local do prefeito: “Nunes escolheu apoiar um candidato que se forjava como patriota, mas que mal perdeu a eleição já fugiu do país. Temos que ir às ruas, temos que nos mobilizar nas redes. Isso foi muito grave”.

A insatisfação já motiva atos públicos pela cidade. Na noite de quarta-feira (28), a vereadora Luana Alves (PSOL) liderou um protesto em frente à sede do Executivo municipal. Novas manifestações estão convocadas para esta sexta-feira (30), na praça Roosevelt, e para sábado (31), no largo da Batata.

O rito na Câmara

A comissão especial que analisa o caso é formada por Helio Rodrigues (PT), Luana Alves (PSOL), Rubinho Nunes (União Brasil), Major Palumbo (PP), Kenji Ito (Podemos), Sandra Santana (MDB) e Sandra Tadeu (PL). Esta etapa é preliminar e avalia apenas a admissibilidade do processo.

Para que a denúncia avance e se transforme em uma Comissão Processante, fase em que o prefeito apresenta sua defesa formal e os fatos são investigados a fundo, o plenário precisará aprovar o parecer por maioria qualificada. O andamento do processo exige os votos de ao menos 33 dos 55 vereadores, o equivalente a três quintos da Casa.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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