30 de outubro de 2026

O caso Yamandu, de volta ao Brasil, por Luís Nassif

Absolvido pela Justiça, Yamandu aguarda, agora, a reposição da verdade junto à opinião pública brasileira.
Divulgação

Yamandu Costa realizou 55 concertos em 2026, com 34 nos EUA e apenas um no Brasil.
Ele foi acusado de estupro em Portugal por influenciadora argentina, mas foi absolvido.
A campanha contra Yamandu cancelou shows no Brasil; ele busca restabelecer sua imagem pública.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Desde Baden Powell, nenhum outro violonista brasileiro difundiu mais nossa música que Yamandu Costa. Rafael Rabello poderia ter seguido essa trajetória, não fosse a morte.

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Apenas em 2026 foram 55 concertos, 34 nos Estados Unidos, os demais espalhados pela Europa, pela Itália (5), Espanha (5), França (4), Alemanha (2), Malta (2), mais Bulgária, Portugal e Suíça. No Brasil, apenas um concerto.

É o Brasil se espalhando por todos os tons, por chacareras, zambas, chamamés, o jazz manouche, de Django Reinhardt, a música ibérica, o flamenco, o jazz europeu e, principalmente, o repertório do violão brasileiro.

Yamandu está interditado no seu país, estigmatizado por uma campanha inclemente do “me too”, uma organização presumivelmente em defesa das mulheres.

O motivo foi uma acusação de estupro em Portugal, feita por uma influenciadora argentina. A partir dela, advogadas do “me too” inundaram diversos países com ações de interdição de Yamandu em relação à influenciadora. As ações passaram pela Espanha, Argentina e chegaram ao Brasil. Em Porto Alegre, a juíza chegou a ameaçar Yamandu de prisão, mesmo o suposto ato tendo sido cometido em Lisboa, Yamandu morando em Portugal e a suposta vítima em Buenos Aires.

No mês passado, as últimas ações foram encerradas, com a absolvição total do violonista.

Foi uma luta árdua.

Yamandu passou pela Argentina, conheceu uma influenciadora especializada em fitness, expondo fotos nas quais carregava pessoas de até 200 quilos.

Combinaram uma visita dela a Lisboa, por um mês. Passado o período, Yamandu cobrou dela a volta para a Argentina. Ela reagiu. Houve conflito, que culminou com um bate-boca em um bar.

Logo depois, veio a ação, acusando Yamandu de tê-la agredido no bar e de tê-la dopado para estuprá-la. A defesa mostrou que nenhuma testemunha confirmou agressão. Fotos da moça levantando pesos de até 200 kg demonstravam que, caso a agressão tivesse sido consumada, a parte fraca seria Yamandu.

Mais que isso, a suposta droga ingerida por ela era tomada costumeiramente para administrar um diagnóstico de ansiedade. E havia diálogos pelo WhatsApp nos dias posteriores ao do suposto estupro.

Nos meses seguintes, a moça passou a seguir virtualmente todas as apresentações de Yamandu e a espalhar notícias sobre as ações abertas contra ele.

A campanha chegou ao Brasil, levando ao cancelamento de todas as apresentações por aqui.

Absolvido pela Justiça, Yamandu aguarda, agora, a reposição da verdade junto à opinião pública brasileira. Dia desses, veio para um show. Apresentou-se, compareceu a um sarau noturno com amigos e voltou para sua tarefa de ajudar na construção e na disseminação da música brasileira no mundo.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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