
“O Brasil está vinculado a compromissos constitucionais e internacionais que compelem o Estado a separar as funções de investigar e julgar, como garantia de que todo réu terá direito a um julgador imparcial, não contaminado pela coleta da prova na fase extraprocessual”.
As palavras acima são da Procuradora Geral da República (PGR) Raquel Dodge, em uma profissão de fé comovente nos compromissos constitucionais e internacionais do país, uma campeã dos direitos civis.
Não ficou nisso. Deu uma bela aula sobre o papel do Ministério Público e do processo penal.
“A Constituição define o Ministério Público como titular da ação penal, garantindo ao órgão a atribuição de formar a opinião acerca do delito (opinio delicti). A partir dessa opinião, o MP pode fazer a acusação ou pedir o arquivamento do inquérito”.
Ou seja, o papel do procurador não é acusar, mas fazer justiça. Ou seja, analisa um inquérito de forma isenta, pesando os argumentos e provas invocados. Só depois de formada a convicção sobre a culpa, promoverá a denúncia.
É um fantástico mea culpa, pelo fato da Lava Jato ter promovido a cumplicidade total entre o juiz Sérgio Moro e o Ministério Público? Corte essa! É a reclamação de Dodge contra as decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) mandando arquivar investigações sem que o pedido seja formulado pela PGR, por demora excessiva na apuração.
Raquel lembra um antigo bandeirinha mineiro, torcedor do Atlético. Cada vez que havia lateral para o Atlético, ele gritava para os jogadores:
– Bola nossa!
Ela invoca os acordos internacionais não em favor do réu, mas da acusação.
A PGR é espelho da maioria das procuradores: não conduz, é conduzida. Age como advogada de acusação, não como promotor de Justiça. Fecha os olhos a todos os abusos. Joga para a plateia dos seus eleitores, os procuradores. E faz jogo de cena, jogadas previamente combinadas.
Basta atrasar as investigações sobre os réus blindados. Aí o STF manda arquivar por excesso de atraso. E a PGR exerce o direito inútil do jus sperniandi. Missão cumprida!
Em suma, doutora Raquel Dodge está pronta e preparada para buscar seu objetivo final: uma cadeira no STF, escapando da sina dos PGRs, de voltar a ser procurador comum depois de deixar o cargo. Até hoje seu antecessor Rodrigo Janot não se refez do choque.
Jackson da Viola
27 de setembro de 2018 5:23 pmNa minha modesta opinião….
Ela é a mais forte candidata à “Barroso de tailleur”…. sem duvida nenhuma……..disparada na frente…….
jossimar
27 de setembro de 2018 5:31 pmPrefiro raquel dodge “Dart
Prefiro raquel dodge “Dart Vader”
O Dart Vader está maiúsculo porque merece mais respeito.
Era mau, bandido, canalha, hipocrita, desclassificado, traidor e assumia, não ficava dissimulando.
Mana Coelho
27 de setembro de 2018 5:39 pmum reparo
Nassif,
o “bola nossa” não era um bandeirinha, e sim um juiz de futebol. O nome dele era Alcebíades Magalhães Dias, o Cidinho e o GGN fez mais de um artigo sobre ele. Olhe aqui: https://jornalggn.com.br/fora-pauta/cidinho-bola-nossa-por-luiz-antonio-simas.
Um abraço.
BRAGA-BH
27 de setembro de 2018 5:39 pmNassif me fez dar umas boas
Nassif me fez dar umas boas risadas agora , nestes tempos conturbados, lembrando das personagens folclóricas do futebol mineiro: Cidinho “bola nossa”. Olavo Bastos Leite, o “Kafunga”. Carlos César “Pinguim”. E uma das melhores vozes da TV : Fernando Sasso “tá no filó”!!
Mana Coelho
27 de setembro de 2018 5:39 pmum reparo
Nassif,
o “bola nossa” não era um bandeirinha, e sim um juiz de futebol. O nome dele era Alcebíades Magalhães Dias, o Cidinho e o GGN fez mais de um artigo sobre ele. Olhe aqui: https://jornalggn.com.br/fora-pauta/cidinho-bola-nossa-por-luiz-antonio-simas.
Um abraço.
Flavio Martins e Nascimento
27 de setembro de 2018 6:09 pm‘Doutora’ Raquel – eita coisa
‘Doutora’ Raquel – eita coisa jeca chamar qualquer um de doutor -: tão Dodge Dart contra uns, tão Polara contra outros.
Naldo
27 de setembro de 2018 11:12 pmEsse Dodge polara era uma
Esse Dodge polara era uma bomba…….
Os dojão apavoravam, já o polarinha era o xodó dos mecânicos…….
Photios Andreas Assimakopoulos
27 de setembro de 2018 6:12 pmIncrível…
Em suma, doutora Raquel Dodge está pronta e preparada para buscar seu objetivo final: uma cadeira no STF, escapando da sina dos PGRs, de voltar a ser procurador comum depois de deixar o cargo. Até hoje seu antecessor Rodrigo Janot não se refez do choque.
Incrível tanta cegueira institucional e profissional.
antonio francisco
27 de setembro de 2018 7:14 pmJá viram a lista de traduções para “dodge” no google tradutor?
https://translate.google.com.br/?hl=pt-BR#en/pt/dodge
esquivar, fugir, escapar, esconder, iludir, sofismar e outras que não vou transcrever aqui, viche!
É óbvio que qualquer pessoa que porte este sobrenome nada tem a ver com seu possível significado. No caso, aliás, a Doutora Raquel Elias Ferreira (ou Silveira) Dodge (vi na wikipedia) tem este sobrenome por ser casada com o Sr. Bradley Dodge.
Lucinei
27 de setembro de 2018 7:32 pmSó jogada manjada…
Isso
Só jogada manjada…
Isso sempre esteve no plano do golpe com supremo com tudo, nenhuma surpresa.
O que impressiona é o tanto de gente que embarcou na historia de que se trata de “combate à corrupçao”…