4 de junho de 2026

Haddad: precisamos ampliar os canais de comunicação com a sociedade

Foto Ana Flavia Marx
 
Jornal GGN – Em entrevista para a mídia alternativa, Fernando Haddad, candidato a presidência pelo PT, falou da importância em se ampliar os canais de comunicação com a sociedade, do fortalecimento da democracia, do pluralismo, isso está claro como nunca com tudo o que aconteceu no país. O candidato do PT se dispôs a responder toda e qualquer pergunta dos jornalistas, sem censura, em conversa franca.
 
Com relação ao movimento #EleNão, que veio como uma grande onda, foi questionado se poderia ser revertido para a campanha do PT, principalmente no segundo turno. Haddad ponderou que é preciso respeitar todo e qualquer movimento social e crê que haverá muitas manifestações daqui para a frente, sobretudo naqueles comprometidos com a manutenção da democracia. ‘São muitas as ameaças à democracia, como exemplo a convocação de uma nova Constituição formulada por notáveis. Que notáveis? quem nomeia?’, pergunta o candidato. Os riscos são enormes, pondera Haddad, e isso está sendo naturalizado, ninguém fica indignado com isso. Não se tem uma onda em defesa da democracia por parte da grande mídia. 

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As mobilizações da sociedade vão acontecer, principalmente por parte daqueles que têm mais consciência histórica. E, como tal, devem ser respeitados e não ser objeto de cobiça eleitoral.
 
Para Haddad, a preocupação extrapola a disputa eleitoral, e vai direto ao respeito com o resultado das urnas. Criou-se no país uma eleição em três turnos, desde 2014, com a vitória de Dilma Rousseff. E para acabar com este novo modelo, tanto o STF quanto o Ministro da Defesa, passam recados dizendo que temos que respeitar o resultado das eleições.
 
No tocante ao legado dos governos PT, Haddad entende que é preciso se preservar as conquistas, lutando contra as forças conservadoras que estão dispostas a se aproveitar da crise econômica para comprometer as políticas sociais. E lembra que a defesa até o fim da candidatura de Lula carrega um simbolismo muito grande, pois que falar de Lula fala-se junto da CLT, SUS, universidade pública e gratuita, educação laica, afirmação do negro e das mulheres. Todas as conquistas foram fruto de muita luta, diz ele, e ‘talvez a crise seja necessária para a gente entender o que tínhamos no governo Lula, o que perdemos, e o que poderemos ter de novo’, finaliza.
 
Vale ressaltar que Haddad tem 13 dias como candidato e, mesmo que nada esteja garantido, é fato que um projeto de centro-esquerda estará representado no segundo turno. ‘Estamos na disputa. Reerguemos o projeto de centro-esquerda e demos a ele condições competitivas’, afirmou.
 
Veja a entrevista na íntegra.
 
 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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2 Comentários
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  1. Rui Daher

    25 de setembro de 2018 7:23 pm

    Aí Lourdes!

    Firme na parada!!!

  2. Jorge Fernandes

    25 de setembro de 2018 9:34 pm

    Não

    o que o PT precisa fazer é parar com o Republicanismo e exercer o poder com força

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