Onde esboço uma concepção animística, reverente e artística do mundo, e apresento uns entes coletivos.

Umas caraminholas, à maneira dos filósofos, por Gustavo Gollo
Possuímos uma mente, consciência, desejos, e vontades que nos fazem perceber e interagir com o mundo.
Embora existam restrições quanto ao uso de tais palavras quando falamos de animais, podemos compreender bem claramente o seu significado quando usadas com referência a eles. Apesar da existência de restrições, creio que todos concordamos que um cão sabe determinadas coisas, e atua conforme seus desejos; o mesmo valendo para os animais ditos superiores, em geral. Desse modo, costumamos admitir certa consciência a animais.
Perguntemos, agora, se uma minhoca tem consciência, desejos e vontades. Tal formulação ensejará resposta negativa por parte de muitos, certamente. Se, no entanto, enfraquecermos a formulação, referindo-nos a algo como “uma certa consciência” e “algo similar a desejos” das minhocas, automaticamente nos referenciaremos a percepções e ações das minhocas que, criaturas que, sabidamente, respondem de maneira bastante adequada aos desafios que a vida lhes impõem. Parecerá, aliás, à maioria, que tais minúcias correspondem tão somente a picuinhas, ou caraminholas intelectuais. De fato, creio que embora possa haver certa discordância quanto à propriedade do uso das palavras acima – talvez meio impróprias quando aplicadas a minhocas –, todos concordamos que haja certo referente nelas, e que a “percepção”, a “consciência” e o “desejo” das minhocas designam algo que conseguimos compreender, garantindo assim a existência de certo conteúdo referido nessas expressões.
Ao nos referirmos à “consciência” e a “percepções e desejos de uma árvore”, no entanto, parecerá termos transposto os limites da sanidade e da razão. De imediato, creio que todos nós suspeitaremos certo desatino ao ouvirmos insinuações de “percepções, desejos, dores, sofrimentos”, ou qualquer outra atribuição de sensibilidades às plantas; excluindo, talvez, os casos de plantas carnívoras capazes de aprisionar ativamente suas vítimas.
Tal exceção, contudo, nos sugere atentar ao comportamento das plantas quando estão a lançar brotos, folhas e raízes, uns em busca de luminosidade, procurando ativamente sítios e posicionamentos que maximizem seu consumo de luz, outras escolhendo posições que otimizem seu consumo de nutrientes. De fato, se observarmos o crescimento de plantas sob filmagens aceleradas, teremos a forte sensação de que, todas elas, “analisam conscientemente o meio à sua volta, tendo plena consciência do que desejam”. Assim, creio que nossa crença de que as plantas sejam criaturas inconscientes e alheias ao mundo decorrem apenas de nossa incapacidade de perceber seus movimentos e ações, dada a lentidão com que os executam. Aceleremos suas filmagens e as perceberemos tão ativas e conscientes quanto animais.
A surpreendente constatação anterior pode nos induzir a perguntar sobre os espermatozoides. Serão tais animálculos dotados de consciência e desejos?
[Já comentei, aqui no ggn, sobre minha teoria de que os espermatozoides tenham advindo de uma infecção parasitária original, tendo eles herdado muito de seus precursores, refazendo, geração após geração, o mesmo comportamento que os originou, eras atrás, quando do surgimento dos animais. Entre outras coisas, essa ideia surpreendente e bela explica como foi possível o surgimento de um modo de reprodução tão absurdo e ineficiente quanto o sexual. Veja também]
A sugestão embutida na pergunta que minutos atrás soaria completamente absurda, agora, já nos parece sugerir sua aceitabilidade. De fato, apesar da insignificância de tais criaturas – inferida basicamente de seu tamanho –, sua atividade é bastante enérgica, assim como sua pertinácia em encontrar e se fundir a um óvulo, além da perícia com que executa tal intento, constatações que nos sugerem um sentido bastante claro e óbvio, tanto para a consciência, quanto para o desejo de um espermatozoide.
Tais considerações tornam bastante razoável nos referirmos à consciência das células em geral, cada uma delas ciente do meio à sua volta, enquanto atuam em busca da satisfação dos desejos que justificam suas vidas e ações.
Mas, o que dizer dos vírus?
Sabendo-se que tais criaturas são inertes, que não agem, que nada fazem, que são como pequeníssimas formas cristalinas incapazes de qualquer atividade metabólica, mais assemelhadas a pedrinhas muito ínfimas que a seres vivos, somos fortemente tentados a negar qualquer consciência ou reconhecimento de desejo a tais seres.
A lembrança de que, por outro lado, apesar de todas essas lacunas – de todas as incapacidades relativas a ações ou movimentos de qualquer ordem –, tais criaturas se replicam, começa a nos alimentar alguma incerteza.
De fato, se pensarmos que esses mestres da replicação conseguem maximizar sua própria reprodução fazendo absolutamente nada – no que pode ser paradoxalmente descrito como uma inação sumamente ativa –, e que a melhor maneira de saciar seu desejo de replicação – único atributo que justifica sua existência –, consiste exatamente em não agir, em nada fazer, mas apenas se deixar levar à mercê do destino; e se pensarmos que qualquer outra ação realizada por eles teria efeito contrário, antagonizando seu desejo de replicação, e, efetivamente, dificultando a reprodução de seres tão magnificamente hábeis em se multiplicar, somos compelidos a considerar sua “inação ativa” como seu modo de agir em busca da satisfação de seus desejos.
Estranha consciência, a dessa inusitada criatura, mas perfeitamente apropriada a ela. Creio, de fato, ser apropriada a atribuição de uma espécie de “consciência vazia” a tal criatura, consciência essa perfeitamente adequada à “inação ativa” com a qual busca realizar suas próprias metas, seus próprios desejos. Desejos constatáveis e realizados quando na replicação desses prolíficos seres.
Mas – podemos perguntar em vista disso –, serão as cadeiras, as canetas, os bombons, assim como os artefatos em geral, diferentes dos vírus, com respeito a tudo isso? Não haverá analogia em atribuir uma consciência e um desejo às cadeiras, assim como anteriormente proposto aos vírus?
Penso que sim, pura e simplesmente, e que os bombons – do mesmo modo que as cadeiras –, se comportam de modo análogo ao dos vírus, empenhados na realização de seu desejo de replicação, aplicando-se ativamente em não fazer nada! De modo análogo ao dos vírus, cabe aos bombons permanecerem inertes nas prateleiras dos mercados à espera dos gulosos consumidores que tratarão de ativar todo o ciclo produtivo que resultará na reprodução wireless dos bombons consumidos, botando em marcha a ecologia dos bombons, o relacionamento de tais criaturas com todas as outras que compõem a enorme teia de relações à sua volta.
A constatação sugere ainda um passo adicional: a atribuição de consciência e desejos não só às coisas individuais, como as cadeiras, mas a cada uma de suas partes, como os pés das cadeiras; assim como a coletividades, como a mobília de uma casa.
A conclusão de toda a argumentação acima me parece radical: qualquer “coisa” que possa ser referida, como o conjunto “esse pé de cadeira, a pirâmide de Quéops, e a água do mar” pode ser percebida como uma entidade dotada de consciência e desejos.
Mas, não teremos chegado, desse modo, a um flagrante disparate? Teria o conjunto das alegações acima constituído apenas um empenho deliberado em superar a insanidade de todos os loucos encerrados nos hospícios?
Ou seremos obrigados a reconhecer a consciência e os desejos dos pés de cadeira, das tampas de canetas e de tudo o que existe?
<Breve pausa>
Serenamente, creio que sim, e que não haja loucura, mas apenas uma estranheza decorrente da ausência de familiaridade com esse modo de ver o mundo.
A conclusão a que o raciocínio nos conduziu, aliás, costuma ser denominada “animismo”, concepção amplamente difundida por todo o mundo, exceto na cultura ocidental – talvez a única a negá-la.
Penso que a arte, no entanto – que é como chamamos nosso modo de reverenciar o absurdo –, consiste, talvez toda ela, em explicitações de visões animistas; na veneração dos seres exaltados na obra. Daríamos valor a um quadro que representasse algo sumamente banal? Ou descobriríamos em toda representação artística aquilo que é sagrado em cada pedaço do mundo? Não seria o artista o sacerdote incumbido de revelar-nos o milagre embutido em cada uma das imagens que vemos sempre que abrimos os olhos? Que é a música, senão uma veneração de todo o universo?
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Devemos considerar, no entanto, que nem toda a arte do mundo poderia provar a validade do animismo, e da existência de almas, ou consciências, animando cada um dos seres, atribuindo-lhes desejos, vontades.
Também não foi meu propósito provar a existência dessas almas, dessas consciências, mas apresentar um ângulo, um modo de ver o mundo sob o qual faz pleno sentido atribuir certa consciência a cada coisa existente – sob tipos, ou graus, adequados a cada uma delas – sendo a consciência das cadeiras menos rica e complexa que a nossa, ponteando, ambas, um enorme espectro de complexidade crescente, entre uma e outra.
Quanto aos nossos olhos, que se deleitem com cada uma das visões que consigam enquadrar; e que nossas mentes os utilizem para saborear cada momento, enriquecido pelos sons, sabores, cheiros, e sensações tácteis de todos os tipos que consigamos usufruir. E que tenhamos a suma sabedoria de reverenciar e sorver até os sabores mais amargos – como os das dores –, todos eles atores do magnífico milagre da totalidade do mundo.
Alegremo-nos, pois! Pulemos e alegremo-nos esfuziantemente! Alegremo-nos!
Parte II – Entes coletivos: o formigueiro humano
Tenho lido uns textos de Jessé Souza e descoberto modos de abordagens elucidadores e diferentes dos que eu conhecia (tenho que confessar certo preconceito contra determinadas áreas, especialmente aquelas repletas de autores que tentam camuflar a ausência de conteúdo de suas palavras através de um discurso cientificoide, difícil, e abstruso. Quem tem o que dizer, como Jessé Souza, se expressa claramente, querendo ser compreendido). Encontrei a expressão “entes coletivos” em seu “A ralé brasileira”, livro que recomendo (aqui em PDF).
Venho compondo uma área que eu denomino “biologia generalizada”, que abrange todas as áreas tradicionais do conhecimento sujeitas às forças de seleção (o termo “natural” tende a ser contraposto a “artificial” utilizado para referenciar ações humanas. Apenas por essa razão, a expressão “seleção de replicadores” mostra-se mais apropriada que “seleção natural” quando aplicada a fenômenos sociológicos).
Fenômenos sociológicos encontram-se, obviamente, sujeitos aos mesmos tipos de forças de seleção que outros fenômenos da vida, como tudo o mais que se replica. Grupos humanos formam entes coletivos enfocados pela sociologia tradicional; abordagens desses grupos vistos como sistemas replicativos tendem a enriquecer o conhecimento sobre eles, revelando facetas obscuras ocultas sob outros ângulos de observação.
O formigueiro humano
Nossas células da pele, dos músculos ou quaisquer outras, têm certa independência e vivem, em alguma medida, como se fossem criaturas individuais levando suas próprias vidas, interagindo com suas vizinhas com as quais se comunicam, regulando suas ações através de tais contatos. Os neurônios, por exemplo – as células cerebrais –, tecem redes bastante complexas de interação entre si, embora cada neurônio individual não tenha a menor ideia do que se passa no nível seguinte. Como qualquer outra célula, um neurônio percebe apenas suas próprias interações, desconhecendo, por completo, os pensamentos que, em conjunto, suas imensas redes acabam compondo.
De modo análogo, formigas também interagem umas com as outras, comunicando-se através de rastros deixados por onde passam, longas trilhas com mensagens nelas incrustadas. Por serem quase cegas e não sabendo contar, as formigas são incapazes de medir distâncias, como as dos vários caminhos alternativos capazes de levá-las à fonte de alimento. Apesar dessa incapacidade das formigas individuais, o formigueiro é capaz de medir, comparar distâncias, e estabelecer as rotas mais econômicas até as fontes de alimento. O prodígio é conseguido através da regra simples, adotada pelas formigas, de seguir preferencialmente pela trilha mais intensamente marcada, rastro que sinaliza o caminho mais utilizado por elas. Isso ilustra a maneira com que uma entidade complexa, como o formigueiro, pode descobrir soluções muito além do alcance de suas partes individuais.
Esse mesmo mecanismo de otimização é implementado em redes neurais inteligentes, assim como por nosso cérebro. Em todos eles, ações cegas realizadas por componentes simples de agregados muito mais complexos, acabam resultando em decisões inteligentes, sem que nenhum dos componentes individuais tenha consciência do que esteja a se passar na rede.
Até o advento das redes sem fio, era estranhíssimo, sumamente inusitado, considerar que um indivíduo pudesse ser composto por criaturas desconexas, como formigas. A popularização da comunicação wireless expõe a irrelevância do contato físico das partes para a composição de unidades, mostrando não haver empecilho para a concepção do formigueiro como ser individual composto por formigas, equivalentes às células de um corpo.
Temos estabelecido aglomerados humanos muito mais complexos que os formigueiros; muitas de nossas cidades, povoadas por milhões de habitantes, compõem criaturas – podemos vê-las assim –, certamente muito mais complexas que os formigueiro, dedução decorrente tanto de considerações demográficas quanto da maior complexidade de nossas interações, comparadas às das formigas – esse texto, por exemplo, deverá atingir milhares de pessoas. Atualmente, nossas redes de interações transcendem vastamente os limites das cidades, sendo compostas, em grande parte, por comunicações via internet e telefone entre pessoas de todo o país, e até mais distantes. Tais meios deram uma enorme robustez a nossas redes, nos últimos anos, tornando-as, ao mesmo tempo, mais populosas e densas.
Em decorrência do surgimento da internet, as cidades – que até poucas décadas consistiam em redes sociais muito bem definidas – perderam autonomia, enquanto redes, e se diluíram nas redes nacionais, ou linguísticas, agora muito mais unitárias e compactas que pouco tempo atrás.
Redes sociais estratificadas estão substituindo as vizinhanças urbanas, entre elas redes transnacionais e translinguísticas cujos componentes já podem se sentir mais ligados, ou mais próximos, entre si que de seus vizinhos de porta. O aperfeiçoamento de tradutores linguísticos possibilitará a superação das barreiras linguísticas, e a formação de redes compostas por falantes de línguas diferentes.
Todos esses entes coletivos se comportam como criaturas individuais – a exemplo dos formigueiros –; como eles, têm suas próprias metas, executam suas próprias ações. Estão para nós, assim como o cérebro para os neurônios, ou a correição para as formigas. Certamente, somos controlados por eles – e eles por nós –, de modo análogo ao que formigas e neurônios o são por correições e cérebros – e aqueles por esses. Essas grandes redes certamente inferem conclusões tão alheias ao nosso alcance individual, quanto as conclusões dos formigueiros para as formigas, ou as do cérebro para os neurônios.
Temos acoplado computadores, telefones e bugigangas variadas a nossa rede, enriquecendo-a com o análogo a órgãos diversificados de um imenso organismo do qual não temos, propriamente, uma consciência da existência. A imensa criatura está se desenvolvendo com a rapidez de um embrião, e em breve nos controlará de um modo intenso.

Comentários sobre o absurdo
As considerações acima, sobre entes coletivos, tratam da mesma temática abordada por Jessé Souza em “A ralé brasileira” embora o façam sob uma roupagem que aparentará, para muitos, uma espécie de versão futurística da outra, como se transladada para uma versão cyberpunk.
O livro consiste em uma aplicação da teoria sociológica à sociedade brasileira, que ainda se constitui como uma rede social bem marcada. O surgimento da internet dissolveu as fronteiras entre cada cidade, facilitando tremendamente a conexão entre redes urbanas distintas, unificando-as e transformando-as em grandes redes compactas, sujeitas agora a limitações linguísticas, ainda não superadas, efetivamente, pelos tradutores automáticos.
Absurdamente, no Brasil, ainda dependemos de tradutores externos para traduzir do espanhol para o português. O tradutor do google, por exemplo, que não tem quase nenhum interesse nessa tradução, traduz do espanhol para o inglês, e do inglês para o português, complicando tudo, e introduzindo na tradução todas as imperfeições resultantes da diferença estrutural da língua inglesa para as outras duas. Como a estrutura linguística do espanhol é a mesma que a do português, a tradução direta entre essas línguas deveria ser fácil e precisa; já deveríamos ter desenvolvido tal instrumento, capaz de conectar toda a América Latina em uma grande rede.
A superação das barreiras linguísticas permitirá a construção de grandes grupos sociais transnacionais aos quais chamaremos “nós” e que conferirão nossa identidade. É o compartilhamento de crenças que define, ou circunscreve, quem somos nós. Se nos comunicarmos diretamente com os outros latino-americanos, acabaremos afinando nossas crenças conjuntas até adquirir uma identidade única, como uma grande nação.
Nas últimas décadas, questões sexuais e de gênero têm ganhado enorme espaço e visibilidade, definindo grupos que se identificam com base em tais temas. Prevejo que, em breve, se juntarão a esses, grupos identitários análogos, mas definidos com base na maneira de pensar e perceber o mundo, os neurotipos diversos. Tipos neurológicos diferentes dos usuais se reconhecerão enquanto identidade, formando grupos similares aos que hoje se definem pelo gênero.
Adendo: Um lampejo kuhniano
Ao tratar da transição entre concepções científicas, Thomas Khun se refere ao que ele chama “mudança de paradigma” que ele compara a uma transição mística, ou a uma conversão religiosa. Dias atrás, ao conversar sobre os temas tratados acima com uma pessoa que permanece imersa no mundo antigo, tive muito clara a percepção de eu ter transposto a outro paradigma. Minha sensação é a de poder dar um passo atrás, obtendo com isso um distanciamento que me permite observar os multimundos, a multiplicidade de mundos. Se dou novo passo adiante, adentro um dos mundos e me insiro nele consciente da possibilidade de retornar á multiplicidade dos mundos. A descrição de Kuhn revela-se bastante apropriada (embora Kuhn não admita a possibilidade de transposição consciente entre paradigmas). Muitos dentre os jovens atuais, certamente, percebem essa realidade, embora, não consigam descrevê-la, o que lhes causa desconforto e dificulta sua comunicação com os antigos. A diferença abissal entre as duas visões de mundo, no entanto, é óbvia, imediata e inegável.
Conclusão/miscelânea
Palavras como mente, consciência, desejos, e vontades, podem ter seu uso estendido para descrever interações entre animais, ou coisas. Esse uso do instrumental linguístico acaba por revelar certa concepção artística do mundo, um modo reverente de encarar todas as coisas, contrastante com nossa maneira usual, leviana, quando não, grosseira e rude, com que tratamos tudo o que vemos. A atitude revela, também, a existência de entidades coletivas bastante coesas e autônomas, cujo reconhecimento elucidará desejos e ações coletivos inexplicáveis sem o apelo a tais entidades. Tais assunções perpassam a construção de um novo paradigma, muito nitidamente delineado e admitido pela multidão cujas vidas transcorrem muito mais na internet que fora dela.
Resta-nos exaltar a alegria! Oh, admirável mundo novo!
Do mesmo autor:
https://jornalggn.com.br/fora-pauta/o-jogo-da-ciencia-ii-por-gustavo-gollo
Maria Luisa
12 de setembro de 2018 5:30 pmCaro Gustavo Gollo você ja
Caro Gustavo Gollo você ja deve ter lido sobre o livro que um guarda de um parque na Alemanha escreveu sobre as arvores, chamado A vida secreta das arvores. O livro foi um dos maiores sucessos do ano passado e ja foi traduzido em varias linguas, imagino que em português também. Nele, entre muitas coisas, ele conta que em todos seus mais de vinte anos de observação, constatou que as arvores comunicam umas com as outras. Não como nos humanos, mas de uma forma propria. Além de que, ao contrario do que pensa o homem, ela tem sensações. Corroborando essa tese empirica, um luthier italiano com instrumentistas que tocam violino fizeram varias experiências em parques e com arvores da mesma espécie dos violinos que o luthier cria e eles constataram que quando os musicos tocam as arvores emitem um tipo de som diferente do que se ouve em outros momentos. Um som quase imperceptivel aos nossos ouvidos, mas que com aparelhagem e encostando nas arvores é possivel ouvir. Donde, ainda temos muito a aprender sobre esse planeta que destruimos antes mesmo de conhecer bem o mundo animal e vegetal que nos cercam.
peregrino
12 de setembro de 2018 7:08 pmThis comment has been deleted.
Cafezá
13 de setembro de 2018 12:45 amTenho plena consciência dos
Tenho plena consciência dos ensinamentos do Gustavo Gollo. Nos meus escritos busco as interações entre todas as coisas, a terra, as plantas, os animais, os homens e todo o espaço circundante, o próximo e o distante, o micro e o macro.
Gustavo, quem pintou o belo quadro das frutas?
Gustavo Gollo
15 de setembro de 2018 11:10 pmO quadro é de Paul Cèzanne.
O quadro é de Paul Cèzanne.