9 de junho de 2026

Museu deriva de Musas, filhas da Memória e de Zeus

Comentário de Fernando J. ao post Somos Todos Museu Nacional

 

Museu deriva de Musas, filhas da Memória e de Zeus novo

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Elton Luiz Leite de Souza – 2 h – “Museu” provém de “Musa”. Originalmente, “musa” significa “conhecimento”. Tanto os poetas quanto os filósofos pré-socráticos evocavam as Musas para auxiliá-los na seguinte tarefa: vencer o esquecimento daquilo que não pode ser esquecido. Assim, o conhecimento das Musas não é só intelecto ou razão, ele é , também, recordação: “re-cordis”, “trazer de novo ao coração”, como lugar do Afeto. As Musas expressavam a memória do que não pode ser esquecido. No mito, as Musas são filhas de Zeus , divindade ligada à justiça e à ética, com Mnemósyne, Deusa da Memória. Zeus uniu-se a Mnemósyne após uma guerra vencida por ele contra as forças da barbárie vinculadas à ignorância em seus variados aspectos. Dessa união entre a ética e a memória nasceram as Musas, divindades da cultura e do patrimônio. Assim, todo patrimônio cultural nasce do matrimônio gerador de uma ética da memória, de uma memória da ética.
A cultura não existe apenas para relembrar algo que se deu no passado e passou. A cultura existe para fazer lembrar e dar a conhecer que se é possível vencer a barbárie da violência física e simbólica. Foi este acontecimento a origem do museu: a luta contra a ignorância, que apenas o intelecto sozinho não pode vencer. Não a ignorância em relação a datas e regras, mas ignorância acerca do que é a justiça, a ética, a beleza, a natureza, enfim, a vida. É esse acontecimento que dá ao museu o seu sentido. Mesmo que destruam todos seus prédios , não podem destruir sua ideia geradora.
Na singela foto , vemos a bailarina em seu gesto eterno imortalizado nas tintas. Na menininha, esse gesto renasce, outro. Ele renasce em seu corpo, em seu jeito: a criança interpreta, dançando, o que é dançar , reinventando o dançar à sua maneira. Que a pequenina Musa, em sua inocência brincativa, nos ajude a não esquecer o que precisa ser sempre lembrado: que é possível vencer, com cultura e conhecimento, a barbárie e suas várias faces.

(roupartilhei essa foto da aluna de museologiaHapuque Marinho

 

https://jornalggn.com.br/noticia/somos-todas-e-todos-museu-nacional

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